
Moradores do bairro Cabral tem tido vários transtornos desde que parte do asfalto da Rua Embaúba, altura do número 174, estourou.
Os problemas na rua que é a principal via de acesso a parte alta do bairro são antigos. Em novembro de 2016, parte da rua cedeu devido às chuvas, interditando por quase um ano a área, ficando inclusive proibida a circulação de veículos pesados na área, pois não era seguro.
Em outubro de 2017 a Prefeitura executou obras de contenção no local, construindo um muro de sete metros de altura e 20 de extensão. Além disso, foram feitas obras de drenagem, construção de passeios e galeria para a captação de água pluvial. De acordo com moradores do bairro, ainda foi refeito parte do asfalto.
O problema parecia resolvido, mas bastaram as primeiras chuvas de 2018 caírem que a obra foi literalmente por água abaixo. O barranco deslizou, parte do muro caiu e o asfalto estourou. Parte da rua teve que ser interditada novamente e apresenta muitos riscos.
Os moradores que circulam diariamente pelo local dizem que é um transtorno, pois é impossível passar dois veículos ao mesmo tempo. Outro problema é a circulação de veículos pesados, o medo é que asfalto ceda completamente, causando um sério acidente.
A vendedora Miriam Aparecida mora na casa em frente ao muro e diz que todos que circulam pela rua correm risco. “Meu maior medo é acontecer um acidente sério, coloca em risco a vida das pessoas que passam aqui de carro, a pé e principalmente a nossa, que moramos em frente e tivemos a estrutura da casa abalada”.
Ela conta ainda que a situação tem gerado conflito entre os motoristas que sobem e descem a rua. “As pessoas brigam aqui, porque não querem dar espaço para o outro passar. Todo dia é uma briga”, conta.
Miriam diz ainda que desde que o asfalto estourou novamente, ninguém da Prefeitura apareceu no local para arrumar. Ela conta que foram vários os moradores que já procuraram o Executivo para solucionar o problema, mas até agora nada foi feito.
Entramos em contato com a Prefeitura, mas até o fechamento dessa edição, eles não haviam nos respondido.