Ao participar de homenagem a Juscelino Kubitschek, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, voltou a fazer a defesa da democracia, das instituições públicas, do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas a serem usadas nas eleições de outubro. O senador participou, nesta segunda-feira (12), de uma cerimônia de colocação de coroa de flores no túmulo do ex-presidente da República, no Memorial JK, em Brasília.
Para Rodrigo Pacheco, se JK estivesse vivo, estaria ocupado trabalhando em prol da união nacional. Segundo o senador, todas as ações a serem implementadas em áreas importantes como saúde, educação, segurança, pesquisa, inovação e diplomacia requerem um ambiente apropriado, e esse ambiente é o estado democrático de direito, que preserva as liberdades públicas, garantias individuais e direitos fundamentais e que segue a Constituição de 1988, uma Carta que deve ser valorizada por conter "um manual de diretrizes de uma nação bem-sucedida".
— Essa preservação da democracia e o fortalecimento dos Poderes, o respeito ao sistema eleitoral e à Justiça Eleitoral, o respeito e a confiança nas urnas, certificadamente eficientes e seguras, são princípios e diretrizes que, certamente, se JK estivesse aqui, estaria a afirmá-las — disse Rodrigo Pacheco.
Ainda segundo o parlamentar, Juscelino tinha preocupação sempre de afirmar que sua obra e realizações se davam num ambiente de democracia, "um valor do qual não podemos nos apartar nessa quadra da história".
O presidente do Senado disse que o Memorial JK é um dos locais mais bonitos de Brasília e recomendou a todos que vão à capital federal a visita ao espaço. Ao enumerar alguns feitos do ex-presidente, Pacheco destacou a importância da interiorização de um país que tinha vocação para se desenvolver somente na faixa litorânea.
— E o símbolo máximo dessa interiorização é de fato a construção de Brasília, algo inimaginável para os tempos atuais, o que dirá nos anos 1950. Mas ele foi além, cuidou da infraestrutura nacional; ele industrializou o Brasil — afirmou.
Pacheco também alegou que as lições de JK devem ser aprendidas para ajudar no planejamento de um futuro melhor. Quanto ao presente, o senador lamentou a existência de milhões de brasileiros passando fome, justamente num país que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Também disse ser inaceitável haver tantos desempregados e desocupados num país com tantas indústrias e um agronegócio tão forte.
— O que Juscelino Kubitschek fez é digno de nota, e a cada ano proponho que aqui estejamos para recolher de seus ensinamentos e lições aquilo que precisamos para o presente e para o futuro. Nosso país, com tanta riqueza e diversidade, não pode mais sofrer com dificuldades como essas nos últimos tempos — avaliou.
O presidente Rodrigo Pacheco elogiou o trabalho conjunto do Conselho Editorial do Senado e do Memorial JK, que lançaram uma série de cinco volumes contendo os discursos proferidos por Juscelino enquanto esteve na Presidência, de 1956 a 1960.
A coleção foi encerrada neste ano, que marca os 120 anos de nascimento do político mineiro. As publicações estão disponíveis na Livraria do Senado.
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