Senadores manifestaram nesta sexta-feira (5) grande pesar pela morte de Jô Soares, aos 84 anos. O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, lembrou em sua mensagem de pêsames os vários papéis exercidos por Jô nas artes e nos meios de comunicação em mais de 60 anos de carreira:
"O Brasil perde Jô Soares, um dos maiores comunicadores de nossos tempos. Jô foi apresentador, humorista, diretor, escritor de livros e dramaturgo. Sua trajetória é parte da cultura brasileira. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos, colegas e fãs", publicou Pacheco nas redes sociais.
Alguns senadores, como Esperidião Amin (PP-SC), José Serra (PSDB-SP), Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Marcos do Val (Podemos-ES), lembraram suas participações no "Jô Onze e Meia" e no "Programa do Jô", talk shows do apresentador respectivamente no SBT (1988—1999) e na TV Globo (2000—2016). Mara qualificou de "uma honra", e Amin de "privilégio" terem sido entrevistados por Jô. Marcos do Val atribuiu a suas duas entrevistas "uma onda de reconhecimento" a seu trabalho como instrutor de segurança pública. Para José Serra, as entrevistas com Jô eram sempre "um encontro magnífico, uma troca sincera, inteligente e divertida". Para Mara Gabrilli, Jô tinha uma "profundidade e leveza que só [ele] conseguia".
Diversos outros senadores, como Fabiano Contarato (PT-ES), Jaques Wagner (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), lembraram a atividade de Jô na literatura, como autor de peças de teatro e best sellers como o romance policial O Xangô de Baker Street (1995), que transplantou o detetive da ficção Sherlock Holmes para o Brasil Império. Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) citaram o amor de Jô pela literatura e pelas artes.
Alguns, como Flavio Bolsonaro (PL-RJ) e Telmário Mota (Pros-RR), recordaram os "bordões" de seus programas na TV, como a frase "Beijo do gordo!" com que encerrava os humorísticos nos anos 1980. "Um beijo no gordo! O Brasil perdeu uma referência de inteligência, humor e cortesia", parafraseou Roberto Rocha (PTB-MA).
Simone Tebet (MDB-MS) listou uma série de personagens marcantes do programa "Viva o Gordo": "Morreram hoje o Sebá, a Vovó Naná, o Gardelon, o Zé da Galera, o Bianor, o Capitão Gay, a Norminha, o Dom Casqueta, o Reizinho, o Piloto, o Capelão, o Araponga, o Múcio, o Irmão Carmelo e tantos outros personagens do melhor humorismo brasileiro. Viva o Jô!"
Senadores de oposição mencionaram as posições políticas progressistas de Jô, sobretudo nas décadas de 1970 e 1980, durante a ditadura, entre eles Paulo Paim (PT-RS), Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE). "Ele fará falta nesses tempos sombrios", escreveu Humberto. "Seu humor sem censura fará falta nos nossos pesados dias", afirmou Plínio Valério (PSDB-AM).
Mas a grande maioria dos senadores citou mesmo a trajetória de Jô Soares na televisão, como humorista e entrevistador, como Alexandre Silveira (PSD-MG), Confúcio Moura (MDB-RO), Izalci Lucas (PSDB-DF), Jader Barbalho (MDB-PA), Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e Soraya Thronicke (União-MS).
Também publicaram mensagens de pesar Alvaro Dias (Podemos-PR), Angelo Coronel (PSD-BA), Daniella Ribeiro (PSD-PB), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Jean Paul Prates (PT-RN), Leila Barros (PDT-DF), Paulo Rocha (PT-PA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Wellington Fagundes (PL-MT), entre outros senadores em exercício ou licenciados.
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