Os 65 anos da Nova Acrópole, entidade internacional dedicada a estudos e práticas filosóficas, foram comemorados nesta sexta-feira (15) em sessão especial do Senado. Fundada em 1957 pelo argentino Jorge Ángel Livraga Rizzi, a Nova Acrópole está presente em mais de 50 países. Ela oferece cursos de filosofia e promove atividades sociais e filantrópicas.
A homenagem aconteceu a pedido do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que presidiu a sessão especial. Ele resssaltou a importância da educação baseada em valores sólidos e inspirada nos exemplos de grandes pensadores, com destaque para os filósofos gregos. Para Girão, a Nova Acrópole aponta um caminho em um momento de “provação” da história mundial.
— Que essas vidas exemplares na coerência entre o pensar, o falar e o agir possam sempre nos inspirar, para que, mesmo reconhecendo nossas inúmeras imperfeições e limitações humanas, tenhamos força para realizar as necessárias transformações interiores em benefício do mundo à nossa volta — declarou o senador.
O diretor nacional da Divisão Norte da Nova Acrópole Brasil, Luís Carlos Marques Fonseca, destacou que o método de desenvolvimento humano da entidade se baseia no cultivo da bondade em primeiro lugar.
— O ditado popular diz: “O inferno está cheio de pessoas bem-intencionadas”. Não basta a boa intenção. Precisamos saber o que é a bondade e a justiça; temos de ter um norte. Essa é a essência da filosofia — afirmou Fonseca.
Segundo Luzia Helena Echenique, diretora da Seção Sul da Nova Acrópole, todo ser humano pode se aperfeiçoar. Ela salientou a importância da filosofia como meio de construção do ser humano, e diferenciou a educação filosófica — promovida pela Nova Acrópole — da educação meramente informativa.
— A filosofia nos ensina uma arte muito especial: a arte de viver. Ela nos ensina, nos impulsiona, a buscar o sentido da vida, a entender que a vida é uma busca de aperfeiçoamento — explicou Echenique.
Lucia Helena Galvão Maya, professora de filosofia da Nova Acrópole, ressaltou que as iniciativas da entidade na internet têm sido exitosas. Ela atribuiu isso à perseverança e à constância da instituição, “sem seguir modas”. Por sua vez, Luciano Mendes Bezerra, professor da Universidade de Brasília (UnB), relatou sua experiência como aluno da Nova Acrópole — que oferece uma formação que, segundo ele, preenche as lacunas do conhecimento técnico-científico.
Também se pronunciaram sobre os projetos da Nova Acrópole, entre outros, Luiza de Marilac Fernandes Koshino, que coordena o Projeto Criança para o Bem; Kátia Correa Lazera, representante do Instituto Paraense de Educação e Arte (Ipearte); Roberto Pértile, secretário nacional de voluntariado da Nova Acrópole; e Ricardo Vela de Britto Pereira, coordenador nacional da Escola do Esporte com Coração.
Ao assumir a condução da parte final da sessão especial, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) elogiou o trabalho da Nova Acrópole, especialmente diante de grandes problemas sociais, e declarou que o voluntarismo precisa que ser estimulado no país.
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