Alunos e professores mostraram em seus trabalhos soluções sustentáveis para o nosso planeta
Na 25ª edição do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente Sabará teve grande destaque. A Escola Municipal Ordália Ferreira Campos de Ravena ficou com o primeiro lugar nacional na categoria Cientista Jovem I, com o projeto “Energia solar sustentável e acessível à população carente”. Tendo como referência um projeto de energia solar - elaborado pela ONG Sociedade do Sol - os alunos do 6º e 7º anos produziram uma “engenhoca” com a utilização de materiais de baixo custo para aquecimento da água, através da energia solar.
A escola levou ainda o prêmio local Jovem Cientista II com o projeto “Energia solar: aquecer a água, limpando o ambiente”, realizado pelos alunos do 8º e 9º ano sob a coordenação dos professores Luciano Medeiros de geografia e José Arlindo de história .
A Escola Municipal Geraldo Alves Feitosa levou o prêmio na categoria Mirim II trabalhando com a energia dos alimentos. Os alunos fizeram uma feira onde apresentaram todo o processo de desenvolvimento do alimento ressaltando a energia de cada um deles. A exposição foi feita na escola para os alunos de todas as turmas.
A professora Girlane Mara Saraiva que coordenou o trabalho diz que ficou muito emocionada em receber o prêmio e destaca que o mais importante foi que o objetivo foi alcançado, pois os meninos aprenderam e mudaram a alimentação reconhecendo a importância de se alimentar de forma saudável.
Para o aluno Lucas Eduardo de 10 anos, o aprendizado com o projeto foi muito grande. “Mudamos nossa alimentação a deixando mais saudável e nutritiva. Aprendemos a montar um prato mais variado, com alimentos que trazem mais energia.”, conta.
Foram vários alimentos que as crianças passaram a comer. Todos os alunos presentes citaram pelo menos uma verdura ou legume que não comiam é passaram a consumir, como cenoura, couve-flor, alface, tomate, beterraba e mandioca.
Na categoria Cientista Mirim I o prêmio ficou com a Escola Municipal Carlos Sá de Taquaraçu de Minas, também com o tema a energia que vem dos alimentos. A professora Clara Emília Silva Pinto explica que esse era um tema constante na escola, por isso foi fácil de desenvolver o projeto que se baseou em um cardápio com alimentos saudáveis. O projeto envolveu três turmas do primeiro, segundo e terceiro ano.
Também houve a premiação da Categoria Filhos de Empregados, onde as crianças e jovens após participarem de uma Oficina Criativa desenvolveram objetos reutilizando materiais recicláveis para demonstrar diferentes formas de energia.
A entrega do prêmio foi realizada no dia 9 de novembro no Centro Cultural da Fundação ArcelorMittal. O diretor de Trefilação da ArcelorMittal, João Henrique Palmer encerrou o evento dando um recado para os estudantes. “Não se sintam satisfeitos. Nós temos que ser eternamente insatisfeitos. Gratos, porém insatisfeitos. Chegamos até aqui, mas temos que continuar, temos que encontrar outras soluções. Para isso temos que continuar a aprender e compartilhar. Nós só vamos conseguir dá um passo à frente se continuarmos a aprender e trocarmos experiências e conhecimento”.
Nova metodologia
Em sua 25ª edição, o Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente apresenta nova metodologia focada na experimentação científica, aliada à conscientização ambiental, e na realização de feiras de ciências nas escolas. A nova proposta vem ao encontro de uma das diretrizes mundiais da empresa para o desenvolvimento sustentável que visa incentivar o conhecimento científico. Também está em linha com o novo posicionamento do Ministério da Educação de trabalhar atividades científicas no ciclo de alfabetização.
Ao abordar em sala de aula o tema Energia e Ciência, o Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente 2016 envolveu estudantes e professores na discussão sobre a importância do tema no cotidiano, além de estimular a curiosidade e habilidades como o trabalho em equipe e o raciocínio lógico.
O programa contou com o envolvimento de mais de 73 mil alunos de escolas públicas e particulares de 34 municípios de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Santa Catarina. Na unidade que abrange Taquaraçu de Minas e Sabará participaram quase dois mil alunos e 208 professores que apresentaram 25 projetos.
“O Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente buscou valorizar o trabalho em equipe e a criatividade das crianças e adolescentes. Destaco a participação de estudantes e professores e a alta qualidade dos projetos. Além de despertar o olhar para a sustentabilidade, o prêmio permitiu essa maior aproximação entre a educação e a inovação”, explica Leonardo Gloor, Diretor Superintendente da Fundação ArcelorMittal.
No total, a empresa recebeu 394 projetos voltados para a reciclagem de materiais, geração e novas formas de uso de energia.
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