
Depois de quatro anos fechado, licitação chega ao fim e prédio da Paula Rocha será reformado
Depois de quase quatro anos de espera, a Escola Estadual Paula Rocha finalmente será reformada. O imóvel centenário tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iepha) vai passar por obras de restauração e ampliação. Em junho o Governo de Minas abriu licitação para as obras no prédio, e na segunda-feira, 17, o Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (DEOP) publicou no Diário Oficial do Estado a homologação do edital e o nome da empresa vencedora para execução do serviço.
Ao todo, quatro construtoras participaram da licitação; a vencedora foi a Incorplan Engenharia Ltda, que apresentou o menor preço para as obras que devem ficar no valor de R$ 3.527.058,72.
Em nota, a assessoria de comunicação do DEOP informou que a obra prevê “a restauração do prédio principal, construído em 1923; construção do anexo, com área de 216 m² para biblioteca, instalações sanitárias dos alunos, banheiros funcionários, cozinha e refeitório; construção de rampas cobertas e descobertas para acessibilidade, área de recreação descoberta, arrimo, paisagismo, além de instalação de elevador.
Ainda segundo informações da assessoria, a edificação existente (prédio principal) possui área total 1.460,49 m². No primeiro andar são 13 salas utilizadas para aulas, informática, coordenação, sala e banheiro dos professores, xerox e depósito de material de limpeza. No 2° pavimento são sete salas de aulas, secretaria, diretoria e salão nobre.
Com quase 110 anos de ensino, a Escola Estadual Paula Rocha foi fechada em dezembro de 2012 quando o prédio histórico apresentou diversos problemas estruturais considerados, na época, pela Defesa Civil, perigosos para a segurança dos estudantes. A instituição é conhecida por ser uma das primeiras Escolas Estaduais na cidade. O prédio atualmente precisa de reparos nas salas de aula, nos telhados, escadaria, paredes, forros.
Antes de ser fechada, a instituição funcionava nos três turnos, sendo atendidos cerca de 600 alunos no período da manhã e tarde. Os estudantes da noite faziam parte do projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A demora na reforma da escola prejudicou ainda mais a construção que começou até ser depredada por moradores de rua. Quadros foram estragados, assim como bebedouros, carteiras e outros materiais que permaneciam guardados no local.
Como medida paliativa, que dura até o momento, os estudantes foram transferidos para a Escola Estadual Zoroastro Vianna Passos, passando a utilizar salas de um anexo que estava vago, e lá estão até o momento.
O DEOP não informou o dia que começarão as obras no local, nem o prazo de entrega do serviço. Mas os próximos passos já são a finalização dos processos licitatórios e contratação da empresa. A reforma do prédio é um sonho da comunidade que se tornará realidade.