O Senado comemorou nesta sexta-feira (19) os 50 anos do Colégio Ciman, de Brasília, em sessão especial remota realizada em Plenário. A iniciativa foi do senador Izalci Lucas (PSDB/DF), em requerimento subscrito pelos senadores Flávio Arns (Podemos-PR), Eduardo Gomes (MDB-TO), Eduardo Girão (Podemos-CE) e pelas senadoras Daniella Ribeiro (PP-PB) e Mara Gabrilli (PSDB-SP).
Após execução do Hino Nacional, houve apresentação de vídeo institucional sobre os 50 anos do Ciman, fundado em 1971 como um curso preparatório para adultos que iriam prestar o exame supletivo, conhecido à época como “Madureza”.
O nome da escola é derivado da sua sigla original: Curso Integral de Madureza da Asa Norte (bairro de Brasília, onde instalou-se inicialmente). Atualmente, o Ciman conta com unidades nos bairros Octogonal e Cruzeiro Novo, em Brasília, e oferece educação infantil, ensinos fundamental e médio, além de educação em período integral.
Em sua fala, Izalci Lucas destacou a atuação do criador da instituição de ensino, Atef Aissami, presente à sessão, e disse que o colégio oferece não só educação de qualidade, mas, sobretudo, a arte de educar e ser educado aos seus alunos e colaboradores.
— O Ciman tem um projeto pedagógico consistente, oferece conforto, segurança e bem estar a seus alunos. O Ciman ensina, acima de tudo, solidariedade, ética, amor e compaixão, é uma escola que apaixona a quem passa por ela — afirmou.
Izalci destacou também a criação do Cheque Educação, nos anos 1990, com a ajuda de Atef Aissami e outras escolas, o que serviu para mudar a vida de mais de cem mil alunos, que hoje atuam profissionalmente em diversas áreas. O senador ressaltou ainda que o Cheque Educação serviu de inspiração para a criação do Programa Universidade para Todos (Prouni), que já beneficiou três milhões de alunos.
Atef Aissami agradeceu a homenagem e relembrou o surgimento do Ciman. Ele também saudou a dedicação de todos os seus colaboradores à proposta pedagógica da instituição.
— Nosso objetivo naquele momento era aprovar alunos no supletivo, no pré-vestibular e concursos. E, assim, a década de 70 foi passando e o nosso comprometimento com a educação foi aumentando. Optamos por montar o Colégio Ciman e, em março de 1981, foi inaugurada a unidade do Cruzeiro Novo. Com isso, a proposta pedagógica foi alterada e, até hoje, se baseia no pilar do conhecimento (competência técnica) e da formação (competência comportamental).
Na década de 90, foram encerradas as atividades de cursinho e o foco passou a estar concentrado na unidade do Cruzeiro Novo. A demanda aumentou e, em fevereiro de 2000, teve início o funcionamento da unidade Octogonal.
— É um orgulho muito grande completar 50 anos. Sabemos que, lamentavelmente, no nosso país mais de 50% das empresas não conseguem chegar ao quinto ano. Chegar aos 50 não é uma coisa simples e não ocorre com a maioria das empresas. É só gratidão e agradecer a Deus para que essa caminhada acontecesse — afirmou o diretor geral do Ciman.
Após a fala de Aissami, houve a participação da contadora de histórias Nyedja Gennari, mão de duas alunas do Ciman, que narrou a história de criação da instituição de ensino.
Com 35 anos de atividades no Ciman, o diretor de Informática da instituição, Renato Taveira de Carvalho, ressaltou que o colégio sempre esteve na vanguarda da educação.
— O Ciman investiu na criação dos primeiros laboratórios de informática, na criação de salas multimídia, usadas pela comunidade para reuniões e eventos, conta hoje com internet em fibra ótica de alta performance, imprescindível para o cenário de aulas on-line, foi pioneiro na aquisição de painéis solares. O Ciman está sempre avançando e na vanguarda — afirmou.
Diretor da unidade do Cruzeiro Novo e ex- aluno da instituição, o professor Leonardo Eustáquio disse que o conhecimento é um fator básico de todas as escolas, mas ressaltou que “o Ciman vai muito além, ao difundir solidariedade, respeito, amor, amizade e doação, que são pontos muito fortes entre nós”.
Com 41 anos de atividade no Ciman, o diretor da unidade da Octogonal, Mark Anderson Dias Melo destacou que o Ciman é hoje referência em educação em nível nacional, e apontou a capacidade do colégio em investir na formação de seus alunos.
— O Ciman é uma escola em que todos os que aqui trabalham são educadores. A nossa escola é uma escola referência, um projeto pedagógico consistente, com estrutura diferenciada e os melhores profissionais do mercado. Chegar aos 50 anos [é um sinal que] caminhamos muito bem e que caminharemos muito ainda por muitos anos, buscando melhorar a cada dia a nossa entrega à comunidade — afirmou.
Professor do Ciman desde 1984, e representante dos docentes da instituição, Valdir Machado destacou a criação dos laboratórios postos à disposição dos alunos.
— Difícil alcançar 50 anos de atividade. Nós conseguimos — ressaltou.
Membro do conselho consultivo do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinep), o professor Álvaro Moreira Domingos Júnior destacou a longevidade e a relevância do Ciman, que deixa um legado a Brasília e a 3 mil famílias.
Esposa de Atef Aissami e também professora da instituição, Lucy Pane Aissami agradeceu a homenagem e concluiu que o Ciman sempre esteve preocupado com o desenvolvimento global do estudante.
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