Bullying no ambiente escolar foi tema de debate e palestra na Escola Estadual Professora Angélica Maria de Almeida, no bairro Nações Unidas. O evento aconteceu no dia 12 e fez parte da 2° Conferência de Pais e Amigos da Escola e reuniu, além da Associação, comunidade, pais e alunos, professores e diretores da instituição.
O Bullying é um termo um pouco recente utilizado para descrever atos intencionais e repetidos de violência física, moral ou psicológica; geralmente são praticados por um indivíduo ou grupo de pessoas, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. O bullying é um problema mundial; as escolas infelizmente são hoje locais que mais acontecem esse tipo de intimidação.
Segundo a mestranda em ciências da religião, psicóloga e pós-graduada em psicologia hospitalar, Graziela Rodrigues Silva Chantal, o bullying quase sempre está associado a um tipo de preconceito, porém este tipo de agressão acontece de forma mais repetitiva o que é uma das principais características do bullying.
“É muito importante debatermos sobre esse tema nas escolas, pois é um ato que muitas vezes passa despercebido. Geralmente quem sofre o bullying, a intimidação diária, acaba assumindo as críticas para si, como se fosse algo normal. A pessoa se isola das demais e assim começam os problemas graves, como repostas a violência, depressão entre outros. Existem diversos tipos de bullying, como por raça, crenças e cultura religiosa, tipo físico, sexualidade, entre outros. As violências podem ser verbais, psicológica, sexual e atualmente tem o cyberbullying – que são atos praticados nas redes sociais”, explicou a psicóloga que foi palestrante no evento.
Izabel Felício Pereira é a fundadora da Associação Amigos da Escola Angélica Maria de Almeida; segundo ela, o debate de temas como estes trás facilidade para o diálogo sobre essas questões em sala de aula. “A Associação vai completar três anos dia 20 de maio e este é o segundo evento desse caráter de encontro de pais; no não passado fizemos em novembro e falamos sobre sexualidade, foi um tema muito bacana e necessário. Escolhemos para este ano falar das drogas e do bullying, pois são preocupações atuais e em todo lugar, porém falar sobre isso no ambiente escolar é de extrema importância para abrir a cabeça dos jovens e facilitar esse diálogo entre estudantes e professores em sala de aula”, disse.
Uma pesquisa realizada em abril através de uma parceria entre o Ministério da Educação, a Organização dos Estados Interamericanos e a Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais; apontou que quase 70% dos estudantes da Rede Pública de Ensino declaram que já sofreram ou sofrem bullying dentro das escolas. Ainda de acordo com a psicóloga Gaziela Chantal, uma das principais soluções para este problema é promover o diálogo entre os alunos.
“Antes de tudo é preciso que as coordenações nas escolas não fechem os olhos para este problema e que promovam mais debates como estes. O diálogo com crianças e jovens em torno do assunto, colocando os pontos de vistas de cada um é o mais importante para se entender que a famosa ‘zuação’ não é legal e que isso é uma forma de intimidar o colega. O que deve ficar claro é que ninguém é igual e todos podem ser diferentes; o respeito ao próximo deve ser soberano sempre”, finalizou a palestrante.
No dia 13, o debate foi sobre o consumo de drogas na infância e juventude; também houve diálogo com palestrantes a respeito do assunto e testemunhos de pessoas que venceram os vícios e hoje trabalham para alertar a sociedade sobre os riscos das drogas.
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