Luiz Alves
Deveríamos dar um presente a nossa terrinha. Ela bem que merece. Mas nada dos elogios que falam de sua outrora grandeza econômica. Ou de seu passado cultural. Essas coisas que cheiram a naftalina e dizem de lembranças de belas páginas. Belas, mas já amarelecidas pelo tempo. Deveríamos dar-lhe algo que falasse de um futuro promissor, que lhe resgatasse o velho valor. Sabará é uma velhinha. Uma velhinha com poucas, mas importantes marcas de idosa gloriosidade, marcas de uma velha história. Só isso.
Dá pra mudar? Um caminho, no meu entender o mais eficaz, é o da política. Mas política maiúscula, coisa que nós, sabarenses, teremos de aprender. Um exemplo? Demoramos uns trezentos anos para fazermos o nosso deputado. Um belo e competente deputado. Só que ocupava a cadeira do executivo um também belo e competente prefeito. Problema? Eram ferrenhos adversários. Um puxava pro norte e o outro arrastava para o sul. E Sabará no meio. Todos sabem que na luta entre o mar e o rochedo, sofrem os mariscos.
Há mais de vinte anos temos um líder carismático como há muito não tínhamos. Só que ele (faz mais de vinte anos) tem sido pressionado pelo povo a ter sua visão política voltada para nossa velhinha cidade. Soubéssemos fazer política, o Vander estaria lá em cima, bem como o Marcelo Dias e outros. Juntos com um prefeito, e todos alinhados, eleito e vigiados por nós sob o signo da racionalidade, seria a gloria!. Aí sim, estaríamos fazendo politica maiúscula.
Vai, querida Sabará, vestindo seus andrajos enquanto seus filhos não despertem de seu sono secular. Quem sabe, no decorrer dos próximo trezentos e dez anos...