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Esportes COPA DO MUNDO

E A COPA CHEGOU....

Entre curiosidades, grandes craques e memórias do futebol sabarense, uma viagem pelas Copas do Mundo até a chegada do Mundial de 2026.

15/06/2026 19h31 Atualizada há 1 mês atrás
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: SÉRGIO ALEXANDRE
E A COPA CHEGOU....

* Sérgio Alexandre

Depois de muitas polêmicas e idas e vindas, a Seleção Brasileira que disputará a Copa de 2026 finalmente foi anunciada. Numa superprodução preparada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, entre shows, discursos e uma enfadonha espera, o grupo que tem a missão de trazer o hexa está definido... com Neymar! Como sempre, algumas certezas se confirmaram e poucas surpresas apareceram, segundo a crítica especializada. Que venha então a Copa! A maior de todos os tempos!
Encontrei entre os meus guardados um encarte publicado na revista Superinteressante, intitulado “O Guia Curioso das Copas”, e pincei algumas dessas pérolas.
Em 1930, quando da realização da primeira Copa do Mundo, a quebra da Bolsa em 1929 refletiu diretamente na economia mundial. Nenhum europeu queria bancar a viagem de navio até Montevidéu. Na última hora, apenas Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia se dispuseram a participar. O primeiro gol da história das Copas foi marcado pelo francês Lucien Laurent na vitória sobre o México por 4 a 1. A partida foi assistida por menos de mil torcedores. A final teve duas bolas diferentes. No primeiro tempo, com a bola escolhida pelos argentinos, a Argentina vencia por 2 a 1. No segundo, com a bola preferida dos uruguaios, o Uruguai virou para 4 a 2. O Brasil terminou em sexto lugar. Participaram 13 seleções.
A anfitriã Itália foi campeã da Copa de 1934 contando com um brasileiro na equipe. Era Anfilóquio Guarisi Marques, o Filó, o primeiro campeão mundial nascido no Brasil.
Em 1938, pela primeira vez, o Brasil chegou às semifinais e terminou em terceiro lugar. Nessa Copa brilhou o talento de Leônidas da Silva, inventor da jogada conhecida como bicicleta, de beleza plástica inigualável. Leônidas encantou o mundo.
A estupidez da guerra impossibilitou a realização das Copas de 1942 e 1946.
Com a Europa devastada, o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 1950. Em Belo Horizonte aconteceu uma das maiores zebras da história dos Mundiais: a Inglaterra, inventora do futebol, perdeu para os Estados Unidos por 1 a 0. Na final, diante de 199.854 pessoas no Maracanã, o Uruguai venceu o Brasil por 2 a 1.
Anos depois da final de 1950, jogadores brasileiros e uruguaios costumavam se encontrar em partidas beneficentes e outros eventos. Tornaram-se amigos.
Deixaremos de lado a Copa de 1954 para viajar até 1958, ano do nosso primeiro título mundial. Destacamos o surgimento da camisa azul como segundo uniforme da Seleção. A camisa azul nasceu de um imprevisto. Como a Suécia também jogava de amarelo e o Brasil havia abandonado a camisa branca após 1950, foi preciso improvisar. O chefe da delegação comprou um jogo de camisas azuis e os próprios roupeiros costuraram os escudos retirados das camisas brancas.
A cor azul foi escolhida em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A estreia não poderia ter sido melhor: Brasil 5 a 2 Suécia. Brasil campeão do mundo! “A Taça do Mundo é Nossa, com brasileiro não há quem possa”, cantava a música que virou sucesso nacional.
O bicampeonato viria na Copa de 1962, no Chile. Pelé se machucou logo no segundo jogo, um 0 a 0 contra a Tchecoslováquia. Coube a Amarildo e Garrincha, o craque da competição, suprirem sua ausência. Na semifinal contra o Chile, Garrincha marcou dois gols e comandou a vitória brasileira por 4 a 2. Expulso no fim da partida, acabou liberado para disputar a final porque o árbitro não registrou o lance na súmula. Brasil 3 a 1 Tchecoslováquia.
México, 1970! O técnico campeão foi Zagallo, bicampeão como jogador em 1958 e 1962. Mas quem montou a base daquela equipe foi João Saldanha. Em plena ditadura militar, ele nunca aceitava os palpites do presidente Médici. “Ele escala o ministério, eu escalo a seleção”, dizia.
O Brasil foi soberano naquela Copa. Brilhante! Empolgante! A Seleção atropelou a Itália na final por 4 a 1 e conquistou o tricampeonato mundial. Após o jogo, os mexicanos invadiram o gramado e arrancaram dos jogadores camisas, chuteiras, meias e até os calções. Pelé deixou o campo de cueca e sombrero.
Permitam-me abrir espaço para falar de uma seleção que não foi campeã mundial, mas encantou o mundo, nos encheu de orgulho e ainda hoje é lembrada com admiração pela crônica esportiva. Falo da Seleção de 1982, comandada por Telê Santana. Magnífica! Pura arte! Futebol na sua essência!

A Copa de 1994, nos Estados Unidos, apresentou novidades. O desmantelamento da União Soviética aumentou a disputa por vagas. Maradona, herói da Copa de 1986, foi pego no antidoping após o jogo contra a Nigéria e acabou expulso do Mundial.
Na final, a Itália novamente cruzou o caminho do Brasil. Depois de um empate sem gols, a decisão foi para os pênaltis. O craque italiano Roberto Baggio isolou a cobrança decisiva e o Brasil venceu por 3 a 2. “Acabou! É tetra! É tetra!”, berrava o narrador.
A primeira Copa realizada em dois países foi a de 2002, Japão e Coreia do Sul. A anfitriã Coreia tornou-se o primeiro país asiático a figurar entre os quatro melhores colocados. Até então, a Fifa tinha o hábito de eleger o melhor jogador da competição antes da final. Após o famoso frango de Oliver Kahn na decisão contra o Brasil, a entidade mudou o critério.
Depois do fiasco de 1998 e de dois anos afastado por lesões, poucos acreditavam em Ronaldo Fenômeno. Ele terminou a Copa com oito gols, tornando-se o primeiro artilheiro a superar a marca de sete gols desde 1974. Com Rivaldo como parceiro de luxo, conduziu o Brasil ao pentacampeonato mundial. Na final, Brasil 2 a 0 Alemanha.

Conversamos com duas pessoas ligadas ao futebol de Sabará sobre a Seleção Brasileira.

Hamilton Antônio Sebastião, conhecido no meio esportivo como Pantera

Hamilton Antônio Sebastião, conhecido no meio esportivo como Pantera, jogou no Santa Cruz, Comercial, Farol e outros clubes da cidade. Destacou três jogadores das seleções nacionais: Pelé, Garrincha e Reinaldo. Sua seleção ideal é formada por Tafarel, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Cerezo, Sócrates e Tostão; Garrincha, Pelé e Éder.

O taxista Jair Clemente de Assis Gomes, conhecido como Sô Coelho, destacou Pelé, Zico e Tostão. Sua seleção seria a de 1970: Félix, Carlos Alberto, Piazza, Brito e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino.
Além de organizar torneios de futebol na cidade, Jair jogou no juvenil do Siderúrgica e esteve à frente de diversos times amadores sabarenses, principalmente o Senso – Sociedade Esportiva Nossa Senhora do Ó.
Resolvi dar também o meu pitaco nessa brincadeira. Sérgio Alexandre Silva, o Serjão. Joguei no Sport, tradicional time de futebol society da Rua dos Sportes, hoje Rua Professor Francisco Lopes de Azeredo. Meus destaques são Pelé, Zico e Ronaldinho Gaúcho. Minha seleção seria: Dida; Carlos Alberto, Luizinho, Oscar e Júnior; Gérson e Tostão; Pelé, Zico, Reinaldo e Éder. Puxa, como é difícil!

Jair Clemente de Assis Gomes, conhecido como Sô Coelh


Desejamos boa sorte à Seleção Brasileira. Pra cima deles, Brasil! Venha o Hexa!
Dedicamos este espaço ao atleta de muitos esportes Zélio, da Vila Santa Cruz, e ao idealista Toninho do Social.

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