Sabará viveu, na última terça-feira (7), uma daquelas noites que ultrapassam a tela e tocam o coração. A estreia do curta-metragem “Era Uma Vez… Um Livro” transformou o Cine Bandeirante em um espaço de afeto, encontro e celebração.
A sala foi ocupada por familiares, amigos, parentes e pessoas queridas que fazem parte da história de Josué Henrique. Mais do que espectadores, eles foram parte essencial daquele momento — testemunhas de um sonho que saiu do silêncio para ganhar vida na tela.
Com 8 minutos e 8 segundos de duração, o filme convida o público a mergulhar em uma narrativa sensível, onde um simples livro se transforma em portal para emoções profundas. É o tipo de obra que não termina nos créditos — ela continua dentro de quem assiste.
Cinema como voz: quando o silêncio encontra expressão
A história de Josué é marcada por superação e descoberta. Natural de Sabará, ele passou por escolas públicas como o CAIC (Escola Municipal Aníbal Machado) e a Escola Estadual Professor João de Arruda Pinto, enfrentando desafios ligados à timidez e à dificuldade de se expressar.
“Eu tinha medo de falar, de ser notado. Preferia o silêncio”, relembra.
Mas foi justamente nesse silêncio que nasceu sua voz.
Inspirado desde cedo por filmes como 2 Filhos de Francisco, encontrou no cinema uma forma de existir, de se comunicar e de contar aquilo que antes não conseguia dizer.
Em 2023, escreveu seu primeiro curta, “(Re)Arrumação”, que chegou a ser exibido em cinema — um passo importante em sua trajetória. Já formado em Cinema em 2024, Josué segue construindo seu caminho com autenticidade.
Seu novo trabalho, “Era Uma Vez… Um Livro”, reforça sua identidade artística: profunda, delicada e provocadora.
Após a sessão, o público participou de um bate-papo com o diretor, em um momento de troca sincera sobre criação, desafios e sentimentos por trás da obra.
Quando a arte encontra o coletivo
O que aconteceu naquela noite foi mais do que uma estreia. Foi um encontro.
Em suas redes sociais, Josué resumiu com sensibilidade o que viveu:
“Ver a sala ocupada por rostos familiares, amigos, parentes e tantas pessoas queridas que caminham ao meu lado deu ao filme um sentido que vai além da tela.”
E é justamente aí que o cinema ganha sua forma mais bonita: quando deixa de ser apenas imagem e passa a ser vínculo.

O começo de algo maior
Josué Henrique representa uma nova geração que transforma suas fragilidades em potência criativa. Um jovem que encontrou na arte não só um caminho, mas uma forma de existir no mundo.
E naquela noite, entre olhares emocionados, sorrisos orgulhosos e aplausos sinceros, ficou claro: Sabará não apenas assistiu a um filme.
Sabará abraçou uma história.