Um ano após enfrentarem uma das complicações mais graves da gestação, a síndrome de HELLP, Regiane Santos e a filha Maria Flor retornaram à Maternidade Odete Valadares (MOV), em Belo Horizonte, para celebrar a vida e agradecer à equipe que salvou ambas. A visita, marcada por emoção e gratidão, relembrou o esforço conjunto de profissionais que se mobilizaram para garantir um desfecho feliz a uma história que começou em estado crítico.

Maria Flor
Há um ano, a vendedora autônoma Regiane Santos, de Mariana, dava entrada na unidade em estado grave. Grávida de 34 semanas, a situação dela e da bebê era muito delicada.
Diante da emergência do quadro de Regiane, a equipe da MOV se mobilizou com dedicação total desde sua entrada no hospital, oferecendo cuidados intensivos, humanizados e precisos. Na tarde daquele mesmo dia, nasceu Maria Flor, em um parto prematuro, pesando apenas 1,980 quilo e medindo 41 centímetros.
Seu nascimento foi marcado pela apreensão, mas, acima de tudo, pela esperança. “Nos emocionamos muito. Foi um milagre as duas terem sobrevivido. A equipe foi extremamente cuidadosa, profissional e afetuosa”, conta o pai de Maria Flor, o professor e educador musical Maycon de Jesus Rosa.
Maria Flor foi internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal e passou por todos os estágios de cuidado com acompanhamento rigoroso e constante. “Ela foi ganhando peso aos poucos, sempre cercada de muito amor e presença. Cada processo foi feito com muita atenção e carinho”, afirma o pai.
Reencontro
Hoje, Maria Flor é uma menina linda e saudável, símbolo da força do cuidado prestado pela equipe da MOV. Um ano depois, a família retornou ao lugar onde tudo começou para comemorar o primeiro aniversário da criança, marcado por muita gratidão.
“Fomos muito bem recebidos, um momento de alegria e emoção. Viva a toda equipe hospitalar que trabalha incansavelmente para cuidar de cada que entra naquela maternidade”, declarou Regiane, emocionada.
O reencontro comemorou não apenas um aniversário, mas a vitória da vida. Para a técnica de enfermagem Elizabeth Oliveira, que atuou no atendimento a Regiane, encontrar pacientes pós-alta com uma história de superação como essa, a faz entender que cuidado é mais que exercer sua profissão, é demonstrar amor pelo que ela faz.
“Ficamos muito gratos com esse gesto dos pais de voltarem aqui e comemorarem esta data conosco. Isso nos impulsiona a cuidar cada vez melhor de nossos pacientes e acompanhantes”, ressalta Elizabeth.
Maternidade Odete Valadares
A Maternidade Odete Valadares, pertecente à rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) , é referência estadual no atendimento a gestações e partos de alto risco. Com uma equipe multiprofissional altamente capacitada e estrutura especializada, a unidade recebe casos complexos de gestantes que enfrentam complicações graves, como pré-eclâmpsia, síndrome de HELLP, diabetes gestacional, entre outras condições que colocam em risco a vida da mãe e do bebê. O cuidado é pautado pela humanização e pela assistência integral, garantindo suporte clínico, cirúrgico e emocional desde o pré-natal até o pós-parto.
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