
Desde o começo da pandemia muitos brasileiros se foram por causa da Covid-19, travamos uma batalha contra um inimigo invisível. Nem a comunidade médica sabia com o que exatamente estava lidando. Mas fora as perdas pela doença e a dor de não poder se despedir, o coronavírus trouxe um vazio existencial enorme. Muitas pessoas ficaram e estão até hoje sem direção. Com o isolamento social obrigatório, o lar se tornou para muitos uma prisão e outros, um porto seguro. A liberdade de ir e vir foi tolhida, os encontros com amigos e familiares estão à espera.
O confinamento trouxe uma dor inexplicável, a dor da alma. O Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo. Doenças como depressão, crise de ansiedade e pânico apareceram em muitos lares brasileiros. Há relatos de pessoas saudáveis que infartaram devido ao contexto da pandemia, o medo se instaurou na população. Medo da solidão, do desemprego, da falta de esperança.
Completamos um ano de combate ao coronavírus, ainda precisamos nos cuidar, deixar para outra ocasião os abraços e beijos, os encontros que tanto aquecem os corações. O momento pede calma, discernimento, serenidade e muita fé. Precisamos nos fortalecer espiritualmente e emocionalmente para passarmos por esta fase tão difícil. Voltamos a dizer a frase mais falada desde o início da pandemia:
Calma, vai passar.