A Polícia Civil de Sabará prendeu na última segunda- feira três suspeitos de envolvimento na morte do casal Jardel Alves Madeira e Sandra Pompermayer. Os corpos do casal foram encontrados na estrada que liga Sabará a Caeté em janeiro deste ano. Eles estavam desaparecidos desde o fim de dezembro.
Entre os presos está o militar do Corpo de Bombeiros Daniel Caldeira do Santos Cruz, de 25, que foi pego no 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Nova União. Ele está preso em um batalhão da corporação em Belo Horizonte.
Já Eduardo Francis de Souza Cunha e Bruno Feitosa Coleta foram apresentados à imprensa na última quarta-feira no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) na capital. O quarto suspeito, Felipe de Oliveira Souza, de 22, se entregou na tarde de quinta-feira, 13, na Delegacia de Homicídios de Sabará e confessou participação no crime.
Segundo a Polícia Civil, o duplo homicídio está ligado ao tráfico drogas. De acordo com as investigações, a vítima, Jardel Madeira, era traficante e vendia maconha na casa onde morava com a namorada Sandra, no Bairro Xangrilá, em Contagem. Ele era promotor de eventos e também fornecia LSD para festas particulares.
A polícia descobriu que Eduardo Cunha era um dos clientes de Jardel e tinha uma dívida com ele de R$ 500. Por isso, decidiu assassiná-lo.
O suspeito atraiu o traficante até uma casa no Bairro Cachoeirinha, em Belo Horizonte, e com a ajuda de seus comparsas rendeu o homem. Em seguida, colocaram Jardel em um carro e seguiu para a casa da vítima no bairro Xangrilá.
Durante o trajeto, o grupo disse a Jardel que o mataria. Ao chegarem à casa, levou a vítima para um quarto nos fundos do imóvel. No local, o militar e Eduardo tentaram estrangulá-lo com um cinto. Sem conseguir executar a ação, a dupla utilizou um cabo de TV para o enforcá-lo.
Depois de matar o traficante, o grupo resolveu assassinar Sandra, colocou os corpos das vítimas no carro do casal e levaram até o local onde foram jogados.
As investigações começaram através do celular da vitima. A polícia começou a monitorar algumas ligações telefônicas entre Jardel e Eduardo. Após localizar o suspeito, os investigadores descobriram as identidades dos demais integrantes do grupo.