O Hospital Alberto Cavalcanti (HAC) , da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) realiza, desde 29/7, mutirão de cirurgia geral na unidade localizada no Bairro Padre Eustáquio, na capital. A iniciativa, que pode se tornar permanente, tem o objetivo de diminuir o tempo de espera por cirurgia eletiva dos pacientes que aguardam na fila da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte.
Segundo a diretora geral do Complexo de Especialidades da Fhemig (hospitais Alberto Cavalcanti e Júlia Kubitschek), Cláudia Andrade, a intenção é garantir maior acesso ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Construímos uma força-tarefa envolvendo equipes de cirurgia e do bloco cirúrgico e reorganizamos os setores de apoio, como a farmácia hospitalar e o laboratório.
Ao contrário dos mutirões habituais, que acontecem durante um tempo determinado, a ideia é que esse se mantenha todos os sábados, de agora em diante”, afirma o diretor assistencial do Complexo, Samuel Cruz.
Vagas
Semanalmente, são oferecidas 20 vagas para a Central de Regulação do município. “Os pacientes passam por avaliação. Aqueles que estão em condições clínicas, que permitem a realização do procedimento, são encaminhados ao bloco. Os pacientes são operados e liberados no mesmo dia. Os que não têm condições são reagendados para uma nova data”, explica o diretor assistencial.
Segundo a coordenadora da cirurgia geral do HAC, Berenice Calegar Camarinha, até o momento já foram realizados pequenos procedimentos, como a retirada parcial ou completa de tumores de pele e anexos (verrugas, pinta, unha encravada). Além disso, as lesões são encaminhas para estudo anatomopatológico, permitindo detectar aquelas que podem evoluir para câncer de pele ou já ser um câncer em estágio inicial.
“A expectativa é atender a demanda do município, contribuindo para o fim das filas dos procedimentos que conseguimos absorver”, afirma.
“É muito bom poder ajudar, com o nosso trabalho, essas pessoas que precisam e já estão aguardando pela cirurgia há algum tempo ", ressalta Nayara Pacheco, coordenadora do Bloco Cirúrgico.
De acordo com o diretor assistencial, os créditos são todos da equipe do hospital. “Eles vislumbraram a oportunidade de fazer mais com o mesmo recurso, utilizando apenas a reorganização de processos e da força de trabalho. O resultado disso já é gratificante nas primeiras semanas. Esperamos que o projeto passe por melhorias contínuas e que a atitude contagie positivamente toda a Rede Fhemig”, conclui Samuel.
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