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Fanfarra do Caic brilha na cultura sabarense

“Nossa fanfarra é simples, mas que se torna grandiosa devido o amor das pessoas que estão participando”

Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Folha de Sabará
15/07/2022 às 11h03
Fanfarra do Caic brilha na cultura sabarense

As solenidades em Sabará já contam previamente com uma convidada ilustre: a Fanfarra do Caic. Fundada em 1999 e idealizada pelo servidor público Luiz Henrique Antão Siqueira, o grupo encanta a todos por onde passa. A Fanfarra é fruto do projeto do Governo Federal – Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), que foi construído na área da Escola Municipal Aníbal Machado, bairro Nossa Senhora de Fátima. 

Desde então o grupo ganhou notoriedade e se tornou uma tradição no município. De acordo com Luiz, o projeto começou com seis alunos – hoje são 42 – com a finalidade de levar mais encantamento para os estudantes.

“Fiz o projeto na época ainda escrito todo a lápis. Meu objetivo era levar mais cor e completar a educação. Queria fazer um pouco mais por aqueles alunos”, recorda o regente Luiz Henrique Antão Siqueira que na época dava aulas de inglês.

E o esforço dele deu resultados. Ele conta que já foram homenageados pela Patrulha Aérea Civil e pela Prefeitura Municipal. Mas o mais importante foi o desenvolvimento desses alunos. 

“A música é uma coisa incrível porque desenvolve visão especial, pensamento matemático, disciplina, auto conhecimento e trabalho em equipe. Eles aprendem a vencer desafios porque chegam sem noção musical. Nós temos vários alunos que se tornaram músicos profissionais”, diz orgulhoso.

Ele conta ainda que muitos alunos dizem que a fanfarra foi importante para que não seguissem os caminhos errados. “Eu sou um educador que usa a música como instrumento para criar um ambiente propício ao auto desenvolvimento”, afirma.

O grupo tem crianças a partir dos sete anos e vai até os que tem mais de 20 que já se formaram no ensino médio, mas continuam participando dos ensaios para retribuir de alguma forma. A fanfarra conta com bumbo, prato, corneta, tarol e caixa de guerra, além de surdo e lira. “Nossa fanfarra é simples, mas que se torna grandiosa devido o amor das pessoas que estão participando”, diz.

Por fim, o regente explica que sente um pouco de falta de apoio da sociedade em geral que muitas vezes vê a fanfarra como algo menor. Sendo assim, da próxima vez que tiver a oportunidade, não deixe de prestigiar e dar o devido reconhecimento para esse grupo que é um verdadeiro patrimônio cultural da nossa cidade.

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