
A Festa do Divino de Sabará foi registrada pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) como patrimônio cultural imaterial.
O processo para obtenção deste registro foi iniciado em 2014 quando assumiu a secretaria da irmandade, Celso Pyramo, então Mordomo do Mastro naquele ano, os tramites foram sob a coordenação de Rafael Boeing da Secretaria de Cultura de Sabará.
Para o município o reconhecimento da festa como Patrimônio Cultural Imaterial é muito bom, pois Sabará passa a ter o direito de mais seis pontos para recebimento do ICMS Cultural que é um programa de incentivo à preservação do patrimônio cultural do Estado, por meio de repasse do recursos para os municípios que preservam seu patrimônio e suas referências culturais através de políticas públicas relevantes.
A Festa do Divino em Sabará existe desde 1772 e é realizada pelo Império do Divino, instituído em 1771. A festa é a segunda mais antigado Brasil que se tem registro, ficando atrás apena de Mogi das Cruzes que é realizada desde 1613. As mais notáveis do país são as de Pirenópolis (GO)(1819); Alcântara (MA)(?), São Luiz do Paraitinga (SP)(1817), Diamantina (MG)(?), São Lourenço do Sul (RS)(1888) e Piracicaba(1826).
Consta que o primeiro imperador em Sabará foi Manoel Afonso Gonçalves que doou a imagem do Divino Espírito Santo que sai todos os anos em procissão. A imagem está exposta no alto mor da Igreja Nossa Senhora da Conceição.
Após 245 anos, Sabará continua mantendo a tradição de celebrar a fé no Divino Espírito Santo, levando a imagem durante a procissão acompanhada de imperadores, mordomo e vários outros elementos que compõe a festa.