Após o acidente ocorrido em Mariana, em novembro de 2015, quando a barragem de rejeitos da Samarco se rompeu causando o maior desastre ambiental da história do país, todas as empresas do ramo ficaram mais alertas e as comunidades que vivem próximas a essas barragens passaram a se preocupar ainda mais.
Em Sabará não foi diferente. A comunidade mais preocupada é a do Pompéu que está a apenas 6 KM da barragem Cuiabá- Lamego, da AngloGold Ashanti.
No dia 19 de novembro representantes da empresa se reuniram com a comunidade para ouvir suas demandas. Foram vários os questionamentos e os pedidos, entre eles, a instalação de uma sirene na região. Dois meses após a reunião entramos em contato com a companhia para saber o que já foi feito até o momento em relação ao plano emergencial, em nota a empresa nos respondeu:
“A AngloGold Ashanti esclarece que as suas barragens de rejeito já seguem normas de segurança nacionais e internacionais, o que inclui o projeto, a operação e a estabilidade da barragem, controle da qualidade da água e sinalização, entre outros fatores. Desde novembro, a empresa intensificou o trabalho de aprimoramento da Gestão de Barragens (o que inclui o plano de ação emergencial), tendo como uma das premissas as demandas das comunidades. Um grupo multidisciplinar foi criado na empresa e está conduzindo a análise com o apoio de consultorias especializadas. Entre as questões analisadas estão a possibilidade da instalação de alarmes sonoros e a realização de simulados na comunidade.
Foram realizadas ainda visitas a outras empresas similares na busca das melhores práticas de gestão e de aperfeiçoamento. É importante ressaltar que os controles das barragens estão sendo feitos em rotinas diárias, semanais e quinzenais, e que nenhuma das estruturas apresenta qualquer situação de alerta. A empresa reforça que está sempre aberta ao diálogo e que eventuais esclarecimentos e dúvidas podem ser direcionadas ao canal de comunicação: 0800 7271 500”.