Sexta, 30 de Outubro de 2026
19°C 24°C
Sabará, MG
Publicidade

Ministro apresenta estudo para desestatização da Ferroeste

Freitas defende o avanço da ferrovia até Mato Grosso do Sul

Por: Glaucia Melo Clark Fonte: EBC
18/05/2021 às 14h46

O Ministério da Infraestrutura apresentou hoje (18) o estudo de viabilidade técnico-econômica que visa a desestatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste, mais conhecida como Ferroeste.

Durante o evento, que contou com a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e dos governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também foi assinado o contrato de arrendamento do terminal portuário PAR12, localizado no Porto de Paranaguá (PR).

Os dois estados estão entre os que serão mais beneficiados pelos dois empreendimentos, uma vez que boa parte da produção agrícola do MS poderá ser escoada pela ferrovia até o Porto de Paranaguá. No trecho em operação da ferrovia, os produtos mais transportados são grãos, contêineres e cimento.

A Ferroeste ligará as cidades paranaenses de Guarapuava e Cascavel. A expectativa é de uma extensão da ferrovia até a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS). Segundo o Ministério da Infraestrutura, são esperados R$ 8 bilhões em investimentos

Tarcísio de Freitas defendeu o avanço da ferrovia até Mato Grosso do Sul , o que, segundo ele, “ligará umbilicalmente” o estado com o Porto de Paranaguá. “Tenho certeza de que, no futuro, estaremos capturando carga também no Paraguai”, disse o ministro.

O governador do MS, Reinaldo Azambuja, lembrou que a ferrovia diminuirá o fluxo de cargas na BR-262 que, segundo ele, “está se deteriorando com as 300 carretas que passam todos os dias por ali”. 

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, elogiou as iniciativas implementadas por Freitas, no sentido de “tornar a Ferroeste interessante para a iniciativa privada”. “A Ferroeste será uma grande artéria de conexão com o MS”, disse o governador paranaense.

Desafios

O ministro da Infraestrutura apontou como “principal desafio” para o empreendimento ferroviário dar celeridade ao processo que culminará com o leilão da ferrovia.

“Temos alguns desafios pela frente. Um deles é o cronograma, até que [o projeto] seja sabatinado pela sociedade, escrutinado pelos órgãos de controle, para chegarmos ao leilão”, disse o ministro. Ele chamou atenção para alguns cuidados que devem ser levados em conta para o sucesso do leilão, em especial para que não se caia “na armadilha de termos uma demanda superestimada, o que poderia comprometer o projeto”.

Outro desafio é relativo à descida da ferrovia na Serra do Mar. “Uma coisa que tem de ser muito bem avaliada é a questão da bitola, porque hoje temos uma ferrovia que opera na bitola métrica. A migração da bitola métrica para a bitola mista tem que ser muito bem pensada. Pessoas com quem temos conversado têm falado em mudar a superestrutura para transportar mais carga por eixo.”

Impacto sócio-econômico

O coordenador do Plano Estadual Ferroviário Luiz Henrique Fagundes informou que a estrada Ferroeste terá impacto de R$ 206 bilhões na economia brasileira, o que corresponde a 3% do Produto Interno Bruto do país, segundo informou. 

Pelo menos 9 milhões de pessoas serão beneficiadas com o empreendimento, principalmente nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.  “A ferrovia terá influência direta em 427 cidades localizadas no Brasil, no Paraguai e na Argentina.” Sendo assim, o número aumenta para 925 municípios nos três países.

“Se a ferrovia já estivesse funcionando, estaríamos trafegando 26 milhões de toneladas por ano, com um potencial de 38 milhões de toneladas. E a redução média do custo logístico seria de 28%, em uma projeção bastante conservadora”, acrescentou. 

Segundo o coordenador, com a ferrovia em pleno funcionamento a redução de custo será de US$ 13 por tonelada transportada, e o tempo de trânsito entre Cascavel e o Porto de Paranaguá reduziria de 100 horas para 20 horas.

Porto de Paranaguá

De acordo com o ministro da Infraestrutura, a assinatura do o contrato de arrendamento do terminal portuário PAR12, no Porto de Paranaguá, confirma a vocação inovadora que o empreendimento demonstra ao longo de sua história.

“Esse porto tem se destacado e estado na vanguarda, com a segunda maior movimentação do país e tem dado excelentes respostas e movimentações recordes. Além disso, enfrentou a pandemia com muita velocidade e diligência, conseguindo manter suas operações. Não à toa, foi o primeiro porto a conquistar, no governo federal, autonomia para a gestão”, disse Freitas ao destacar, também, a “ousadia” de ter sido o primeiro porto a ter uma concessão de manutenção do canal.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Licenciamento 2026 Há 3 dias

Licenciamento 2026 em MG: CRLV será obrigatório para todas as placas a partir de 1º de novembro

Prazo para veículos com placas de finais 7, 8, 9 e 0 termina em 1º de novembro; veja como consultar pendências e emitir o documento digital.

DINEIRO ESQUECIDO Há 2 semanas

Dinheiro esquecido: Banco Central aponta R$ 5,79 bilhões disponíveis; veja como consultar e resgatar

Quase 24 milhões de pessoas físicas ainda têm valores a receber em bancos e outras instituições; consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo sistema oficial do Banco Central

magnific
Economia Há 1 mês

Falhas no ponto de venda comprometem experiência do shopper

A EVER Trade Marketing, referência em execução e inteligência no ponto de venda, analisou que a desconexão entre a comunicação da marca e a experiência do consumidor nas lojas pode comprometer a conversão e a fidelização. Rupturas, baixa visibilid...

Departamento de Marketing TomTicket
Economia Há 1 mês

TomTicket oferece vantagens em plataforma de atendimento

No momento de decidir sobre a implantação de um sistema próprio ou plataforma pronta, empresas precisam avaliar custos a curto e longo prazo e infraestrutura necessária. Em muitos casos, o desenvolvimento próprio parece mais vantajoso no início, m...

Divulgação Berry Consultoria
Economia Há 1 mês

Berry reúne 600 empresários de PMEs em imersão de gestão

Evento inédito em São Paulo traz palestras de Kleber Amora, CEO e Cofundador da Berry Consultoria, Marcus Marques, CEO do Grupo Acelerador, e Wendell Carvalho, criador do Grupo Virtus

Lenium - Criar site de notícias