Sábado, 12 de Setembro de 2026
21°C 34°C
Sabará, MG
Publicidade

Novos procedimentos tratam a dor no ombro sem cirurgia

Dr. Rodrigo Queiroz, ortopedista especializado em cirurgia do ombro e cotovelo, explica as principais causas da dor persistente no ombro e detalha como infiltrações guiadas por ultrassom, ondas de choque e outros recursos podem tratar condições or...

Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Agência Dino
27/08/2026 às 16h45
Novos procedimentos tratam a dor no ombro sem cirurgia
Imagem do Magnific/beststudio

A dor persistente no ombro está entre as queixas musculoesqueléticas mais comuns na rotina ortopédica, associada a causas como lesões do manguito rotador, instabilidade articular, luxações recorrentes e sobrecargas relacionadas à prática esportiva. Segundo revisão sistemática internacional, a prevalência de dor no ombro na população geral é significativa e tende a aumentar com a idade, o que reforça a importância de reconhecer os sinais que indicam a necessidade de avaliação especializada.

Para o ortopedista Rodrigo Queiroz, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo em Itapema (SC), o diagnóstico correto é o que deve orientar a escolha entre as diferentes opções terapêuticas hoje disponíveis. "A característica da lesão é fundamental para definir qual tratamento faz mais sentido. Não existe uma tecnologia que seja melhor para todas as lesões. Primeiro precisamos entender qual tecido está comprometido, o tipo de lesão, sua extensão, localização e estágio de evolução", afirma.

Entre as ferramentas conservadoras mais utilizadas atualmente, o médico destaca os procedimentos guiados por ultrassom. "Eles permitem levar a medicação exatamente ao local necessário, com muita precisão. Podemos utilizar anestésicos, medicamentos, ácido hialurônico e, em situações específicas, produtos obtidos do próprio paciente, como o plasma rico em plaquetas", explica. Estudos de revisão já apontam a ultrassonografia como recurso capaz de aumentar a precisão de infiltrações no ombro em comparação a técnicas guiadas apenas por referências anatômicas.

Sobre o plasma rico em plaquetas (PRP), Dr. Rodrigo Queiroz lembra que a técnica passou por uma mudança regulatória recente no Brasil. "Apesar de ser estudado e utilizado na medicina há décadas, no Brasil era considerado experimental. Em julho de 2026, o CFM regulamentou seu uso como tratamento adjuvante para algumas condições osteomusculares específicas, representando um avanço importante", diz, em referência à Resolução CFM nº 2.464/2026, que trata do uso complementar do PRP em condições osteomusculares específicas.

Outros recursos citados pelo médico incluem ondas de choque, laser de alta intensidade e acupuntura neurofuncional. "Também utilizamos as ondas de choque, especialmente em tendinopatias, tendinopatias calcárias e algumas dores crônicas; o laser de alta intensidade, que pode contribuir para o controle da dor e para a modulação dos processos inflamatórios e teciduais; e a acupuntura neurofuncional, que utiliza estímulos periféricos para modular o sistema nervoso e a percepção da dor", detalha. Estudo internacional recente reforça a eficácia das ondas de choque no tratamento de tendinopatias do manguito rotador sem calcificação.

Quando a cirurgia é realmente necessária

Para Dr. Rodrigo Queiroz, a indicação cirúrgica não deve se basear apenas em achados de exames de imagem, mas no impacto funcional da lesão sobre a rotina do paciente. "A decisão entre tratamento conservador e cirurgia não deve ser baseada apenas no que aparece em uma ressonância. Precisamos avaliar o tipo, a extensão e a localização da lesão, mas principalmente o quanto ela está comprometendo a função e os objetivos daquele paciente", pontua.

O médico cita a própria experiência com uma lesão no bíceps sofrida durante uma partida de tênis, tratada de forma conservadora por manter a função preservada, mesmo com alteração estética residual. "Uma alteração estrutural ou até mesmo uma alteração estética não significa necessariamente que exista uma indicação cirúrgica", observa.

Segundo o ortopedista, o receio de muitos pacientes em procurar atendimento por medo de uma indicação cirúrgica costuma ser infundado. "A grande maioria das dores e lesões ortopédicas pode ser tratada sem cirurgia. As situações em que realmente precisamos operar são uma parcela menor dos casos", informa. Ele acrescenta que a individualização do tratamento é o que permite equilibrar tecnologia e necessidade clínica.

"O meu objetivo não é oferecer o maior número de tratamentos, nem necessariamente o tratamento mais moderno. É oferecer o tratamento mais adequado para aquela pessoa naquele momento", conclui Dr. Rodrigo Queiroz, para quem a combinação entre avaliação clínica cuidadosa e comunicação clara com o paciente é o que sustenta decisões terapêuticas mais seguras e funcionais.

Para saber mais, basta acessar: https://rodrigoqueiroz.com/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
freepik
Saúde Há 10 horas

Nódulo na adrenal descoberto por acaso exige avaliação

Conhecido como incidentaloma adrenal, o achado é benigno na maioria dos casos, mas precisa ser analisado quanto à produção hormonal e às características apresentadas nos exames de imagem.

Freepik
Saúde Há 11 horas

TopSaúde HUB amplia uso de IA com agentes especializados

Com potencial de ganhos operacionais até 70%, a nova solução reúne agentes especializados capazes de automatizar processos, apoiar decisões e aumentar a eficiência das operadoras de saúde

Imagem do Magnific/rawpixel.com
Saúde Há 13 horas

Advogada explica direito ao auxílio-acidente do INSS

Advogada especializada em previdenciário explica critérios usados pelo INSS para reconhecer sequelas permanentes de acidentes e orienta trabalhadores sobre como identificar se têm direito ao auxílio-acidente, mesmo quando já retornaram à atividade...

Imagem gerada por IA/Magnific
Saúde Há 13 horas

Emagrecimento após os 35 anos exige olhar além da balança

Após os 35 anos, a redução gradual da massa muscular e as mudanças hormonais podem alterar o gasto energético e dificultar a perda de peso. A Dra. Paulla Mello, médica com atuação em emagrecimento e saúde metabólica, explica por que preservar a mu...

Instituto Micheline Sarquis
Saúde Há 14 horas

Tratamento da erisipela deve começar nos primeiros sinais

A erisipela é uma infecção bacteriana da pele e dos vasos linfáticos superficiais, mais frequente nos membros inferiores. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para reduzir o risco de complicações locais, como bolhas, abscessos e ...

Lenium - Criar site de notícias