O Dia das Mães, celebrado neste domingo (10/5), também chama atenção para a saúde das mulheres durante a gestação, o parto e o pós-parto. Para reduzir mortes maternas evitáveis e ampliar a segurança de mães e bebês, o Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) , fortalece ações de cuidado materno-infantil em todo o estado.
Entre as principais iniciativas está a Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, implementada em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e o Ministério da Saúde. A ação qualifica equipes e maternidades para aprimorar o atendimento às gestantes e o manejo da hemorragia obstétrica, uma das principais causas de morte materna.
“A SES tem trabalhado na qualificação da rede para garantir cuidado integral às mulheres e aos bebês, com o objetivo de fortalecer a assistência em todos os níveis de atenção, promovendo um atendimento mais humanizado e seguro”, destaca a diretora de Gestão da Integralidade do Cuidado da SES-MG, Lírica Salluz.
Maternidades mais preparadas
Em 2025, a SES-MG avançou na implementação da estratégia, que prevê a qualificação de 28 maternidades, distribuídas nas 14 macrorregiões do estado. A iniciativa já foi implementada nas macrorregiões do Jequitinhonha, Leste, Vale do Aço, Norte e Triângulo do Sul. Desde 2025, foram qualificados 110 médicos e 160 enfermeiros.
Para ampliar o alcance da ação, 36 profissionais, entre médicos e enfermeiros, estão sendo capacitados como instrutores. As oficinas incluem simulações clínicas, revisão de protocolos e capacitação das equipes para atuação rápida e segura em emergências obstétricas. Ao longo de 2026, novas macrorregiões devem receber as capacitações.
A médica obstetra e instrutora da Opas, Regina Aguiar, reforça que o preparo das equipes precisa caminhar junto com o acompanhamento regular da gestante.
“Temos trabalhado a capacitação das equipes nas maternidades para enfrentamento às situações de emergência, mas é necessário ressaltar a importância da realização das consultas de pré-natal na prevenção da hemorragia e na identificação das gestantes com maior risco”, pontua.
Cuidado começa no pré-natal
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada para esse acompanhamento. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), as gestantes iniciam o pré-natal, realizam exames e recebem orientações sobre parto, puerpério, amamentação e métodos contraceptivos para o pós-parto.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o pré-natal comece assim que a gravidez for identificada e tenha, no mínimo, seis consultas. Durante o acompanhamento, a gestante recebe o cartão da gestante, com informações sobre a saúde da mãe e do bebê.
Para os casos de maior complexidade, Minas conta com atendimento nos Centros Estaduais de Atenção Especializada (Ceae), unidades da Fhemig e hospitais regionais habilitados para gestação de alto risco.
Atualmente, o estado possui 205 instituições vinculadas à Rede de Atenção ao Parto e Nascimento, com capacidade para atender mais de 228 mil partos por ano.
Outra frente é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, implementada em 2024 para organizar o percurso da usuária na rede pública. O estado também desenvolve o projeto Filhos de Minas, voltado a gestantes em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa prevê, no mínimo, nove consultas de pré-natal e a distribuição de kits de enxoval para gestantes inscritas no CadÚnico. Até março de 2026, 816 municípios aderiram ao projeto.
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