A Polícia do Senado, em operação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal, cumpriu na quinta-feira (20) mandado de busca e apreensão na Cidade Ocidental (GO), no Entorno de Brasília. A ação desarticulou uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em vereadores e gabinetes de prefeituras pelo país usando a imagem de senadores.
De acordo com as investigações, o estelionatário enviava mensagens eletrônicas via WhatsApp, falsamente em nome de senadores, direcionadas a pessoas da base eleitoral de cada parlamentar. O golpista usava a foto dos senadores, dizia ter trocado de número e colocava as vítimas em contato com um intermediário. Este pedia o envio de quantias via Pix, supostamente para custear a liberação e transporte de doações inexistentes.
A investigação e o levantamento de dados ficaram a cargo da Polícia do Senado (Spol) e serão finalizados pela Polícia Civil do DF, por determinação judicial. O diretor da Spol, Alessandro Morales, destaca que os golpes contavam com a facilidade de trocar os chips dos celulares.
— Quando íamos investigar um número, muitas vezes o chip estava vinculado ao CPF de uma pessoa que nem sabia que tinha aquele número. Mesmo assim, nossa Coordenação de Polícia Investigativa e Judiciária conseguiu rastrear telefones e o modus operandi dessa quadrilha. Foi um grande passo no trabalho da nossa polícia. Mostramos que, mesmo essas pessoas tentando se esconder, temos capacidade técnica e investigativa para encontrá-las.
Mais de 50 ocorrências relacionadas a esse golpe foram registradas na Delegacia da Polícia do Senado Federal. Durante a operação, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, incluindo pendrives e celulares utilizados pelos criminosos para cometer as fraudes. Todo o material apreendido será submetido à perícia técnica para aprofundamento das investigações.
Mesmo com a prisão da quadrilha que aplicava esses golpes, a Polícia do Senado reforça a importância de se verificar a autenticidade de mensagens que envolvam transferências financeiras, especialmente quando atribuídas a autoridades públicas. Em caso de qualquer suspeita, a orientação é comunicar imediatamente às autoridades competentes.
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