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Lucas Silva acredita que potencial cultural da cidade é pouco aproveitado

Lucas Silva acredita que potencial cultural da cidade é pouco aproveitado

Por: Glaucia Melo Clark
19/03/2015 às 10h50
Lucas Silva acredita que potencial cultural da cidade é pouco aproveitado

Melhorar as políticas culturais da cidade. Esta sempre foi uma das principais linhas de atuação do vereador Lucas Silva, que vê o setor cultural ser pouco explorado pela atual gestão. O vereador acredita que Sabará possui um potencial artístico e cultural muito grande e que não aproveitá-los prejudica não só as tradições do município, como também a economia da cidade.

Lucas Silva diz que a política cultural da cidade estava estagnada e agora começa a regredir. O vereador aponta o Plano Municipal de Cultura ? que foi criado por indicação do Ministério da Cultura entre 2011 e 2012 com a participação da população em diversas audiências públicas ? como uma importante ferramenta para mudar esse panorama.

Ele enfatiza que esse projeto determina o planejamento que deve ser seguido na cultura nos próximos dez anos e a criação de um Conselho Municipal de Cultura. Entretanto, o plano ainda não foi aprovado e por isso não tem validade. Sendo assim, o vereador aponta os motivos para que isso ainda não tenha acontecido.

?Acredito que a Prefeitura não enviou este documento para a Câmara para ser aprovado por despreparo para desenvolver a cultura no município.Este planejamento indica o que deve ser feito em relação aos congados, a literatura, as bandas e as outras expressões culturais da cidade. Além disso, a Prefeitura também ainda não nomeou um secretário de Cultura, o que é mais um exemplo claro da falta de planejamento.Enfatizamos que é preciso incentivar o produtor cultural local e valorizar nossas culturas. Esse plano iria desencadear tudo isso porque ele foi construido ouvindo a sociedade?, afirma Lucas Silva.

O vereador aponta a não realização do Encontro de Bandas e do festival de Ora-Pro-Nóbis como algumas consequências desse desinteresse.

?O Festival de Ora-Pro-Nóbis envolve o desenvolvimento do bairro Pompéu, o turismo, a gastronomia e as tradições da cidade. É neste festival que os comerciantes locais arrecadam e que os restaurantes se apresentam para os turistas, além de ser uma oportunidade para o sabarense viver sua cultura. Enquanto Sabará não se consolida como uma cidade deste produto que pode injetar dinheiro em nossa economia e interrompe um ciclo de 18 anos, Belo Horizonte já está organizando o seu próprio festival de ora-pro-nóbis. Poderíamos ter aproveitado a Copa do Mundo para atrair o turista para Sabará e dar uma maior amplitude ao festival, mas infelizmente isso não aconteceu?, lamenta.

Lucas volta a frisar a importância do plano lembrando que este projeto possibilita que um músico, por exemplo, tenha condições de disputar uma subvenção para realizar uma apresentação ou realizar um projeto na área cultural. Se o plano for aprovado, independente da gestão, a Prefeitura tem que seguir um planejamento e não mudar de quatro em quatro anos. ?A Prefeitura não pode deixar esses eventos morrerem porque eles não pertencem a ela, mas sim aos sabarenses. Isso não pode oscilar de um governante para outro?, diz.

O vereador afirma que a decadência do Festival de Inverno também é fruto da falta de organização da atual gestão. ?Esse evento não se resume a um show, mas sim a uma programação intensa no teatro, além de oficinas, cursos e uma variedade maior de apresentações. Esse seria mais um atrativo para movimentar a cidade e atrair os turistas que geralmente estão de férias nessa época do ano?.

Ele explica que Sabará tem vocação para o turismo, mas ainda não descobriu isso. ?É uma pena porque essa é uma das atividades econômicas que mais movimentam dinheiro atualmente, além de ser sustentável, pois não degrada o meio ambiente?.

Por fim, Lucas Silva diz que Sabará sofrerá com uma queda no repasse do valor do ICMS Cultural porque deixou apenas de enviar documentos a Secretaria Estadual de Cultura, o que prova mais uma vez a falta de organização da Prefeitura.

?É preciso aproveitar os agentes culturais do município. Precisamos lembrar que a cultura pode ser uma aliada para alavancar o potencial turístico da cidade e, acima de tudo, não podemos deixar nossas expressões culturais morrerem?, conclui.

Vereador Lucas Silva

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