
Chegou a hora! No próximo domingo os eleitores vão às urnas decidirem quem estará à frente da cidade nos próximos quatro anos, e também aqueles que irão elaborar as leis e aprová-las. A nossa decisão é extremamente importante e por mais que estejamos desacreditados com a política e que os políticos têm nos causado muita decepção, é importante continuarmos acreditando e votarmos consciente do nosso poder.
Nesse contexto, é necessário entender que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado democrático de direito no qual “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente” (art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988).
Assim, o sentido da democracia está na possibilidade de o cidadão exercer a soberania popular, que se concretiza pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto na escolha dos governantes. Daí, o eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto.
Por isso, é importante que as pessoas tenham consciência que seu voto é único, independente e como já foi dito, secreto. E que sendo assim, nenhum candidato tem o poder de obrigar qualquer eleitor, seja de que forma a votar em si.
O eleitor deve estar atento à atuação de cada candidato. Aqueles que possam tentar comprar votos ou oferecer alguma vantagem em troca de apoio político certamente continuarão a promover a corrupção se forem eleitos.
A juíza eleitoral de Sabará, Luciana Santana Comunian Starling, ressalta que o eleitor deve ficar atento àqueles candidatos que tentam comprar votos. “Alguns candidatos tentam coagir o eleitor dizendo que tem como saber em quem ele está votando. Naquele momento que a pessoa chega à urna para votar, o voto é dela, ela vota livre, com sua consciência e em quem ela quiser. O voto é secreto, não tem como ninguém saber. Logo, o eleitor não precisa se sentir coagido por qualquer candidato”, destaca.
Ela diz que as pessoas têm que se conscientizar que o voto não é uma troca de favores, não é uma forma de agradecer o candidato por um gesto de generosidade que ele fez no passado. A magistrada salienta ainda que a lei está mais incisiva, vedou vários tipos de propaganda para tornar a eleição mais equilibrada entre os candidatos, mas quem realmente decide é o eleitor. “Se o brasileiro tiver a certeza que ele vota consciente e livremente, tudo que o candidato fizer na época da eleição não pode influir no voto dele”, afirma.
Apesar da descrença, o eleitor deve ter consciência que nem todo político é igual ou corrupto. Existem candidatos interessados em promover uma mudança social e política, por isso devemos buscar conhecer as propostas do candidato e do seu partido, assim como o seu passado.
Além disso, o eleitor deve estar por dentro do funcionamento do processo eleitoral, compreendendo o sistema por meio do qual os candidatos são eleitos. E ainda se informar sobre o partido do qual o seu candidato pertence, pois a ideologia partidária – ou seja, os propósitos daquela legenda – está ligada ao que o candidato escolhido realizará se for eleito.
Para a juíza, a eleição tem que ser tratada com muita seriedade, porque é o que o Brasil ainda tem de melhor: a Democracia. “Eu acredito que o voto é livre, é universal, é secreto, é para todos, estou trabalhando para que isso se perpetue. É um momento muito importante para nós”, finaliza.