O Chafariz do Kaquende, um dos monumentos mais conhecidos de Sabará, será reaberto ao público a partir de 1º de novembro, após a conclusão das obras de restauração da bica localizada no lado esquerdo da estrutura.
A intervenção começou no dia 14 de outubro e segue até 30 de outubro de 2026. Durante esse período, o fornecimento de água ficará temporariamente desligado e o entorno do monumento permanecerá isolado por tapumes de proteção.
A obra foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e tem como objetivo corrigir danos provocados por vandalismo, além de retirar um reparo inadequado feito anteriormente com massa de cimento.
Segundo o projeto aprovado, a restauração prevê a remoção cuidadosa do material incompatível com a estrutura original e a instalação de um novo conduto interno.
Também será colocada uma réplica da ponteira feita em resina de poliéster, com aparência semelhante ao metal oxidado.
A recomposição do contorno da pedra será realizada com resina epóxi misturada a pó de pedra.
A escolha da resina, em vez do metal, tem também uma função preventiva: reduzir o risco de novas tentativas de furto ou vandalismo.
Construído em 1757, o Chafariz do Kaquende é um dos marcos históricos da cidade e teve papel importante no abastecimento de água de Sabará.
O monumento foi construído por João Duarte e José de Sousa, em pedra-sabão, e é abastecido por uma nascente localizada nas proximidades da Igreja de São Francisco.
Localizado na Rua do Kaquende, no Largo Jogo da Bola, no Centro Histórico de Sabará, o chafariz também se tornou um dos pontos mais reconhecidos por moradores e visitantes.
O bem é tombado individualmente pelo Iphan desde 7 de fevereiro de 1950, o que exige autorização prévia para qualquer intervenção.
Durante as obras, a área próxima ao chafariz ficará cercada e o acesso ao monumento permanecerá restrito.
A previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em 30 de outubro, com retirada dos tapumes e preparação do espaço para reabertura no dia seguinte.
A partir de 1º de novembro, moradores e turistas poderão novamente visitar o Chafariz do Kaquende.
Vandalizar patrimônio cultural tombado é crime. O artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), inserido na seção que trata dos crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural, pune quem destrói, inutiliza ou deteriora bens especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, como os de valor histórico, cultural, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico ou científico. A pena é de reclusão de um a três anos, além de multa. Se o crime for culposo, ou seja, sem intenção de causar o dano, a pena é de detenção de seis meses a um ano, sem prejuízo da multa.
Como denunciar: quem presenciar ou tiver conhecimento de atos de vandalismo contra bens culturais tombados deve denunciar pela plataforma Fala.BR ou entrar em contato com a Superintendência ou o Escritório Técnico do Iphan mais próximo. Em Minas Gerais, o contato é pelo e-mail iphan-mg@Iphan.gov.br ou pelo telefone (31) 3222-2440.