A delicadeza das flores ganhou novas formas, cores e olhares na noite de 18 de setembro, durante a abertura da exposição “Simplesmente Flor”, na Galeria Luzia Pinta, na Casa Amarela, em Sabará.
A mostra, promovida pelo Núcleo de Fotografia José Paes, chega à sua 13ª edição reunindo trabalhos de 20 fotógrafos profissionais e amadores, que escolheram a flor como ponto de partida para diferentes interpretações fotográficas.
Familiares, integrantes da comunidade e visitantes participaram da abertura, que ganhou ainda mais emoção com a apresentação do Coral Adulto da Sociedade Musical Santa Cecília. O público acompanhou, cantou em alguns momentos e aplaudiu a apresentação, criando um encontro especial entre fotografia e música.
Quando uma flor deixa de ser apenas uma flora
Uma flor encontrada no jardim, no caminho para o trabalho ou em uma paisagem qualquer pode passar despercebida por muitas pessoas. Para quem fotografa, porém, aquele mesmo instante pode guardar uma imagem única.
É justamente essa percepção que orienta “Simplesmente Flor”.
Diante das lentes, pétalas, cores, texturas, luzes e sombras ganham outras dimensões. Um pequeno detalhe pode ocupar toda a fotografia. Uma combinação de cores, uma gota ou a incidência da luz pode transformar uma cena cotidiana em registro artístico.
A exposição propõe, assim, 20 formas diferentes de olhar para um mesmo universo.
Ao reunir fotógrafos profissionais e amadores, a mostra reforça também uma característica essencial da fotografia: técnica e equipamento são importantes, mas o olhar de quem está atrás da câmera é capaz de transformar aquilo que parecia comum.
E esse olhar pode nascer tanto diante de uma câmera profissional quanto de um celular.
Fotografia e música na mesma noite
A participação do Coral Adulto da Sociedade Musical Santa Cecília acrescentou outro elemento à abertura.
Enquanto as fotografias convidavam o visitante a observar pequenos detalhes, cores e formas, a música ocupava o espaço e completava a atmosfera da exposição.
O encontro entre as duas linguagens deu à noite um caráter ainda mais afetivo, reunindo artistas, familiares e moradores em torno da cultura produzida em Sabará.
Mais de quatro décadas registrando Sabará
Por trás da exposição está também a história do Núcleo de Fotografia José Paes, fundado em 2 de fevereiro de 1984.
Há mais de quatro décadas, o grupo se dedica ao registro da memória sabarense, documentando paisagens, tradições, personagens, manifestações culturais e patrimônios do município.
O nome homenageia José Paes, o Sr. Né, cuja trajetória inspira o trabalho desenvolvido pelo Núcleo.
Ao longo dos anos, suas lentes ajudaram a guardar momentos que poderiam desaparecer com o tempo. São fotografias que contam não apenas como Sabará é, mas também como a cidade vive, celebra e se transforma.
Na exposição, o olhar se volta para algo aparentemente simples. A flor.
Mas basta percorrer a mostra para perceber que, diante de diferentes olhares, nenhuma flor é simplesmente igual à outra.
A exposição “Simplesmente Flor” permanece aberta ao público até o dia 1º de novembro, na Casa Amarela, localizada na Rua Dom Pedro II, nº 32, no Centro Histórico de Sabará.
É mais uma oportunidade para conhecer de perto o trabalho de fotógrafos que ajudam a preservar, interpretar e revelar a beleza que muitas vezes está diante dos nossos olhos — esperando apenas um olhar.