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Siderúrgica volta a jogar em Sabará e convoca torcida para reencontro na Praia do Ó
Bicampeão mineiro retorna ao futebol profissional depois de dez anos e recebe o Betim neste domingo (27), às 10h; clube busca torcida, empresários e parceiros para manter vivo o projeto de reconstrução
23/09/2026 16h52
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: FOLHA DE SABARÁ
Foto Reprodução site: encontronacional.trip4x4store.com.br

DOMINGO É DIA DE SIDERÚRGICA

No gramado da Praia do Ó há uma história tentando recomeçar.

Bicampeão mineiro, com títulos conquistados em 1937 e 1964, o Esporte Clube Siderúrgica voltou ao futebol profissional depois de dez anos. E neste domingo, 27 de setembro, Sabará terá a oportunidade de participar de perto desse retorno.

Às 10h, o Siderúrgica recebe o Betim Futebol, no Campo do Siderúrgica, na Praia do Ó, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. A partida está confirmada na tabela oficial da Federação Mineira de Futebol.

É um jogo que vale pontos no campeonato, mas para o clube representa também um reencontro com sua cidade.

A Folha de Sabará acompanhou dois dias de atividades da equipe na Praia do Ó e conversou com Maycon Amaro Romão, gestor, diretor de futebol e responsável pelas categorias de base, sobre o trabalho realizado para recolocar o Siderúrgica em uma competição adulta.

Ao lado desse projeto está Alexandre Gustavo Sanches, atual presidente do clube e parceiro da reconstrução.

A volta começou pela base

O retorno não aconteceu de uma hora para outra.

Há quase seis anos, quando o Siderúrgica estava praticamente parado, Maycon e sua equipe apresentaram uma proposta para recomeçar pelas categorias sub-15 e sub-17.

A ligação de Maycon com o clube vem de casa. Ele é filho de Alfeu Rodrigues dos Santos, campeão mineiro pelo Siderúrgica em 1964. Foi revendo fotografias e lembranças da carreira do pai, ao lado dos irmãos, que surgiu a ideia de ajudar a colocar novamente o clube em atividade.

O projeto cresceu. Vieram sub-13, sub-14 e sub-20 até chegar novamente ao profissional.

Nesse caminho, foi necessário enfrentar uma situação financeira difícil. Segundo Maycon, quando o trabalho começou havia aproximadamente R$ 92 mil em dívidas e pendências. Após negociações, parcelamentos e anos de reorganização, ele afirma que as antigas dívidas foram equacionadas.

Hoje eu posso dizer que o Siderúrgica está no zero a zero. A dívida que a gente tem é a competição agora”, afirmou.

Alexandre acreditou no projeto

Maycon também destaca a participação de Alexandre Gustavo Sanches nesse processo.

Nos primeiros contatos, ainda havia receio em torno de uma nova tentativa de recuperação do Siderúrgica. Maycon apresentou o projeto e mostrou a Alexandre o acervo de seu pai e sua ligação com a história do clube.

A confiança foi construída aos poucos.

Com o avanço das categorias de base e os resultados do trabalho, Alexandre passou a acompanhar mais de perto o projeto e, segundo Maycon, tornou-se parceiro da gestão esportiva.

Pode gerir, eu vou ser seu parceiro aqui”, relembra Maycon ao contar como essa relação se consolidou.

Hoje, Alexandre ocupa a presidência do Siderúrgica enquanto Maycon conduz a área esportiva e as categorias de base.

O clube voltou, mas precisa de apoio

O grande desafio agora é manter o Siderúrgica em atividade.

Segundo Maycon, somente a primeira fase da competição representa um custo estimado em cerca de R$ 80 mil. São despesas com atletas profissionais, salários, encargos, comissão técnica, viagens, hospedagem, uniformes e toda a estrutura exigida pelo futebol profissional.

O elenco foi montado dentro dessa realidade.

Parte dos jogadores veio do sub-20, outros foram profissionalizados e alguns atletas mais experientes chegaram para reforçar a equipe.

E o clube precisa de parceiros.

A direção espera que empresários, comerciantes e empresas de Sabará conheçam melhor o trabalho e participem desta nova fase.

A gente precisa que a cidade, os empresários, as pessoas possam entender que o Siderúrgica realmente voltou. E não voltou só para este ano”, afirmou Maycon.

Agora é a vez da torcida

A participação do sabarense também acontece na arquibancada.

Durante a entrevista, a direção informou que o Campo do Siderúrgica recebeu autorização inicial para público de até 500 pessoas e anunciou ingresso a R$ 25. A renda das partidas em casa ajuda diretamente nas despesas do clube.

Depois da derrota por 5 a 0 para o Paracatu na estreia, o Siderúrgica terá agora diante de sua torcida a oportunidade de buscar reação na competição.

Mas domingo pode significar algo além do placar.

É a oportunidade de os torcedores mais antigos voltarem à Praia do Ó. De pais levarem os filhos. De uma nova geração conhecer de perto a camisa que fez história em Minas Gerais.

Durante muitos anos, o Siderúrgica esteve presente principalmente nas fotografias, nas lembranças e nas histórias contadas pelos sabarenses.

Agora ele voltou para o campo.

E se a intenção é fazer essa retomada durar, o clube precisa novamente encontrar sua cidade.

Domingo, 27 de setembro
Siderúrgica x Betim Futebol
10h
Campo do Siderúrgica – Praia do Ó, Sabará

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A reconstrução começou com dirigentes, atletas e parceiros.

Neste domingo, é a vez da torcida entrar nessa história.

Na próxima edição impressa da Folha de Sabará, vc vai conhecer toda esta história!