Você já fez aquele registro único com o celular? Uma flor encontrada no caminho, no jardim de casa, durante o trabalho ou em um daqueles momentos em que a luz parece ter sido colocada exatamente no lugar certo?
Às vezes, a cena dura poucos segundos. É preciso perceber, parar e registrar.
Fotografar está ao alcance de quase todos. Mas enxergar uma fotografia antes mesmo de fazê-la é outra história. Há imagens que exigem técnica; outras, paciência. E existem aquelas que dependem principalmente de sensibilidade — de um olhar capaz de encontrar beleza onde tantas outras pessoas simplesmente passariam sem perceber.
É esse olhar delicado que estará no centro da 13ª Exposição do Núcleo de Fotografia José Paes, que apresenta “Simplesmente Flor”, na Galeria Luzia Pinta, na Casa Amarela, em Sabará.
A exposição reúne 20 fotógrafos profissionais e amadores e escolhe um dos elementos mais delicados da natureza como protagonista: a flor.
Diante das lentes, pétalas, cores, formas, texturas, luzes e sombras ganham novas dimensões.
Uma flor que poderia passar despercebida em um jardim pode se transformar em uma fotografia marcante. Um detalhe quase invisível pode ocupar toda a imagem. Uma gota, uma pétala iluminada ou uma combinação inesperada de cores pode revelar uma cena que existiu durante apenas alguns instantes.
E talvez esteja aí uma das grandes riquezas de “Simplesmente Flor”.
Não se trata apenas de fotografar flores, mas de apresentar 20 maneiras diferentes de observá-las.
Ao colocar lado a lado fotógrafos profissionais e amadores, a mostra também evidencia algo essencial na fotografia: o equipamento importa, a técnica contribui, mas existe um elemento que nenhuma câmera é capaz de substituir — o olhar de quem está por trás dela.
É preciso perceber a imagem, escolher o instante e encontrar beleza até mesmo naquilo que parece simples.
A abertura da 13ª Exposição do Núcleo de Fotografia José Paes acontece nesta sexta-feira e ganhará um componente especial.
O público também poderá acompanhar a participação do Coral Adulto da Sociedade Musical Santa Cecília, criando um encontro entre duas diferentes expressões artísticas: a fotografia e a música.
Enquanto as imagens convidam os visitantes a observar cores, formas e pequenos detalhes, as vozes do coral ajudarão a compor a atmosfera da noite de abertura.
Um encontro que combina com a própria essência da exposição: sensibilidade, contemplação e arte.
A exposição também carrega a história de um grupo que mantém uma profunda relação com Sabará.
Fundado em 2 de fevereiro de 1984, o Núcleo de Fotografia José Paes nasceu da união de pessoas apaixonadas pela fotografia, pela cultura e pela preservação da memória sabarense.
Inspirado no legado de José Paes, carinhosamente conhecido como Sr. Né, o Núcleo dedica-se há mais de quatro décadas ao registro de paisagens, tradições, personagens, manifestações culturais e patrimônios que ajudam a contar a história do município por meio da imagem.
São registros que atravessam o tempo e ajudam a preservar não apenas aquilo que Sabará possui, mas também aquilo que a cidade vive.
Nesta 13ª exposição, as lentes se afastam por um momento dos grandes cenários e encontram inspiração justamente na delicadeza.
Pode ser uma câmera profissional ou mesmo um celular. Pode existir técnica ou simplesmente aquela percepção inesperada diante de uma cena bonita. Porque a fotografia começa muito antes do clique. Começa no olhar.
E é esse olhar sensível de 20 fotógrafos que o público poderá conhecer em “Simplesmente Flor”, a partir do dia 18 de setembro, às 20h, na Casa Amarela, em Sabará.