Polícia Fraude eletrônica
Golpe do falso PIX em Sabará: Polícia Civil indicia quatro pessoas
Investigados teriam usado comprovantes falsos para enganar comerciantes e retirar mercadorias por meio de motoristas de aplicativo e serviços de entrega
10/09/2026 19h06
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta quarta-feira, 9 de setembro, três inquéritos que investigaram a aplicação do chamado golpe do falso PIX em Sabará. Quatro pessoas, com idades entre 20 e 26 anos, foram indiciadas por envolvimento nos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam participado das fraudes em diferentes etapas. Entre as funções identificadas estavam a negociação com os estabelecimentos comerciais, o envio dos comprovantes falsificados, a retirada, o transporte e o armazenamento das mercadorias.

Os três inquéritos foram conduzidos pela Delegacia de Polícia Civil em Sabará e serão encaminhados ao Poder Judiciário para o prosseguimento da persecução penal.

Como funcionava o golpe do falso PIX

Segundo as investigações, os suspeitos adotavam uma forma de atuação semelhante nos três casos. Inicialmente, entravam em contato com comerciantes por telefone ou aplicativos de mensagens e faziam pedidos de produtos.

Na sequência, encaminhavam comprovantes falsos de transferências via PIX, simulando que o pagamento havia sido realizado. Acreditando na autenticidade dos documentos, os estabelecimentos liberavam as mercadorias.

Para dificultar a identificação dos envolvidos e evitar o contato direto com as vítimas, a retirada dos produtos era feita, com frequência, por motoristas de aplicativo ou serviços de entrega.

Conferência do pagamento evitou alguns golpes

Em algumas das ocorrências investigadas, os comerciantes desconfiaram dos comprovantes recebidos e verificaram o saldo bancário antes de entregar os pedidos. A conferência permitiu constatar que o dinheiro não havia entrado na conta e impediu a consumação do golpe.

A situação reforça a importância de o comerciante não considerar apenas o comprovante apresentado pelo cliente. Antes de liberar qualquer produto, é necessário confirmar diretamente no aplicativo ou no extrato bancário se o valor foi realmente creditado.

Investigado foi relacionado a outras ocorrências

Durante as apurações, um dos indiciados chamou a atenção dos investigadores por aparecer relacionado a diversas outras ocorrências policiais registradas em Belo Horizonte e em municípios da Região Metropolitana.

Conforme a PCMG, os casos apresentavam o mesmo padrão: contato remoto com estabelecimentos comerciais, realização de pedidos, envio de comprovantes falsos e utilização de terceiros ou motoristas de aplicativo para buscar as mercadorias.

O levantamento identificou registros com características semelhantes entre fevereiro de 2025 e meados de 2026. Para a Polícia Civil, os dados indicam uma possível repetição da prática criminosa para além dos fatos apurados nos três inquéritos concluídos em Sabará.

Como comerciantes podem evitar o golpe do falso PIX

Para reduzir os riscos, comerciantes e prestadores de serviços devem adotar algumas medidas de segurança:

O indiciamento representa a conclusão da fase investigativa policial e não equivale a uma condenação. Caberá ao Ministério Público analisar os procedimentos, enquanto eventuais responsabilidades criminais serão decididas pelo Poder Judiciário.