A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta quarta-feira, 9 de setembro, três inquéritos que investigaram a aplicação do chamado golpe do falso PIX em Sabará. Quatro pessoas, com idades entre 20 e 26 anos, foram indiciadas por envolvimento nos crimes.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam participado das fraudes em diferentes etapas. Entre as funções identificadas estavam a negociação com os estabelecimentos comerciais, o envio dos comprovantes falsificados, a retirada, o transporte e o armazenamento das mercadorias.
Os três inquéritos foram conduzidos pela Delegacia de Polícia Civil em Sabará e serão encaminhados ao Poder Judiciário para o prosseguimento da persecução penal.
Segundo as investigações, os suspeitos adotavam uma forma de atuação semelhante nos três casos. Inicialmente, entravam em contato com comerciantes por telefone ou aplicativos de mensagens e faziam pedidos de produtos.
Na sequência, encaminhavam comprovantes falsos de transferências via PIX, simulando que o pagamento havia sido realizado. Acreditando na autenticidade dos documentos, os estabelecimentos liberavam as mercadorias.
Para dificultar a identificação dos envolvidos e evitar o contato direto com as vítimas, a retirada dos produtos era feita, com frequência, por motoristas de aplicativo ou serviços de entrega.
Em algumas das ocorrências investigadas, os comerciantes desconfiaram dos comprovantes recebidos e verificaram o saldo bancário antes de entregar os pedidos. A conferência permitiu constatar que o dinheiro não havia entrado na conta e impediu a consumação do golpe.
A situação reforça a importância de o comerciante não considerar apenas o comprovante apresentado pelo cliente. Antes de liberar qualquer produto, é necessário confirmar diretamente no aplicativo ou no extrato bancário se o valor foi realmente creditado.
Durante as apurações, um dos indiciados chamou a atenção dos investigadores por aparecer relacionado a diversas outras ocorrências policiais registradas em Belo Horizonte e em municípios da Região Metropolitana.
Conforme a PCMG, os casos apresentavam o mesmo padrão: contato remoto com estabelecimentos comerciais, realização de pedidos, envio de comprovantes falsos e utilização de terceiros ou motoristas de aplicativo para buscar as mercadorias.
O levantamento identificou registros com características semelhantes entre fevereiro de 2025 e meados de 2026. Para a Polícia Civil, os dados indicam uma possível repetição da prática criminosa para além dos fatos apurados nos três inquéritos concluídos em Sabará.
Para reduzir os riscos, comerciantes e prestadores de serviços devem adotar algumas medidas de segurança:
O indiciamento representa a conclusão da fase investigativa policial e não equivale a uma condenação. Caberá ao Ministério Público analisar os procedimentos, enquanto eventuais responsabilidades criminais serão decididas pelo Poder Judiciário.