Saúde PREVENÇÃO
Leishmaniose em Sabará: Prefeitura reforça prevenção durante Semana Nacional de Controle e Combate à doença
Entre 10 e 15 de agosto, ações de conscientização em Sabará alertam para os sintomas da leishmaniose, os cuidados com o mosquito-palha, a limpeza dos quintais e a importância da atenção à saúde de pessoas e animais
13/08/2026 18h13
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Prefeitura de Sabará

SAÚDE | SABARÁ — A prevenção à leishmaniose em Sabará ganha atenção especial entre os dias 10 e 15 de agosto, durante a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. A Prefeitura de Sabará, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, reforça as orientações para prevenir a doença e alerta a população para os principais sintomas.

A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania. A transmissão ocorre principalmente pela picada de fêmeas infectadas do mosquito-palha, nome popular dado a pequenos insetos flebotomíneos.

Um ponto importante para evitar desinformação é que a leishmaniose não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra nem pelo contato direto com um cão infectado. Para ocorrer o ciclo habitual de transmissão, é necessária a participação do inseto vetor.

A doença pode atingir tanto seres humanos quanto animais e representa um problema de saúde pública que exige atenção à saúde e também cuidados ambientais.

Leishmaniose pode se apresentar de formas diferentes

No Brasil, as duas principais apresentações são a leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral, também conhecida como calazar.

A leishmaniose tegumentar pode provocar lesões na pele e, em determinadas situações, atingir mucosas. Um dos sinais que merecem atenção é o aparecimento de feridas que demoram a cicatrizar. Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica potencialmente grave. Entre os sinais e sintomas que podem aparecer estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza, palidez e aumento do abdômen, relacionado principalmente ao aumento do baço e do fígado.

A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa esteja com leishmaniose, mas é motivo para procurar atendimento e realizar avaliação profissional.

Por que o quintal limpo ajuda no combate à leishmaniose?

Uma das principais orientações de prevenção está dentro das próprias casas.

Diferentemente de mosquitos que se reproduzem em água parada, o mosquito-palha encontra condições favoráveis em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica em decomposição.

Por isso, a recomendação é evitar o acúmulo de folhas, frutas caídas, restos vegetais e outros materiais orgânicos nos quintais e terrenos. Manter esses espaços limpos reduz ambientes favoráveis ao desenvolvimento do vetor e é uma medida importante de prevenção. Outras medidas incluem a utilização de repelentes, especialmente em situações de maior exposição, e a instalação de telas em portas e janelas.

Cães também precisam de atenção

A leishmaniose visceral canina é outro ponto importante da estratégia de controle da doença.

Os cães podem participar do ciclo de transmissão da leishmaniose visceral em áreas urbanas. Isso, porém, não significa que uma pessoa contraia a doença simplesmente ao tocar, brincar ou conviver com um animal infectado.

A transmissão ocorre por meio do mosquito-palha infectado.

Por esse motivo, tutores devem ficar atentos à saúde dos animais e procurar orientação veterinária ou dos serviços municipais responsáveis sempre que houver suspeita da doença.

A Prefeitura de Sabará orienta que, para avaliação relacionada aos animais, a população procure o Centro de Controle de Zoonoses.

Quais são os principais sinais de alerta?

A população deve ficar atenta principalmente a:

Diante de sinais suspeitos, a orientação é procurar a Unidade de Saúde mais próxima para avaliação.

O diagnóstico precoce é especialmente importante nos casos de leishmaniose visceral, já que a doença pode evoluir para quadros graves quando não diagnosticada e tratada adequadamente.

Prevenção da leishmaniose começa dentro de casa

Durante a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica de Sabará reforçam algumas atitudes que podem fazer parte da rotina da população:

A prevenção da leishmaniose depende de uma ação conjunta entre poder público e população. Cuidar do ambiente, conhecer os sinais da doença e buscar atendimento diante de uma suspeita são atitudes que ajudam a proteger pessoas, animais e toda a comunidade sabarense.

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Além dos cuidados com o ambiente, existem produtos veterinários desenvolvidos para ajudar a reduzir o contato dos cães com o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral.

Entre as opções disponíveis está a Coleira Antiparasitária Scalibor®, da MSD Saúde Animal, que contém deltametrina e possui ação repelente contra flebotomíneos — grupo de insetos ao qual pertence o mosquito-palha.

A coleira atua como uma barreira de proteção para o animal, ajudando a reduzir as picadas do vetor da leishmaniose. Segundo informações da fabricante, a Scalibor® também possui ação contra outros ectoparasitas.

Por que proteger o seu cão?

O combate à leishmaniose exige uma combinação de cuidados. Manter quintais limpos e livres do excesso de matéria orgânica, acompanhar a saúde do animal e utilizar medidas de proteção recomendadas por profissionais são atitudes importantes para reduzir os riscos.

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• Princípio ativo: deltametrina
• Ação repelente contra o mosquito-palha
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IMPORTANTE: Antes de utilizar qualquer produto antiparasitário, converse com um médico-veterinário e siga rigorosamente as orientações da bula e do fabricante. Nenhuma medida isolada garante proteção absoluta contra a leishmaniose.

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