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Nutrição funcional ganha foco no pós-uso de GLP-1
O avanço das terapias de GLP-1 reacende o debate sobre como manter hábitos alimentares equilibrados depois que o tratamento termina. Farmacêutica a...
13/08/2026 17h05
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Agência Dino

O crescimento acelerado dos medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), como Ozempic e Mounjaro, transformou a maneira como o Brasil discute o controle do apetite e ampliou a atenção sobre um momento ainda pouco assistido: a interrupção do tratamento. Somente em 2025, essa classe movimentou cerca de R$ 10 bilhões no varejo farmacêutico nacional, o equivalente a aproximadamente 4% do setor, segundo levantamento do Itaú BBA. Com mais pessoas passando pela terapia e, depois, deixando de utilizá-la, cresce o interesse pelo suporte nutricional capaz de sustentar escolhas alimentares no longo prazo.

A preocupação tem base concreta. Um estudo publicado na revista Diabetes, Obesity and Metabolism, que acompanhou participantes após a suspensão da semaglutida, observou que eles recuperaram dois terços do peso perdido no intervalo de um ano sem a medicação. O resultado ajuda a explicar por que o acompanhamento nutricional, durante e após o uso desses fármacos, passou a ocupar posição central. Enquanto a substância está em ação, a ingestão alimentar cai de forma expressiva, o que reduz o aporte de fibras, proteínas, vitaminas e minerais; quando o uso termina, o apetite retorna e o risco de reganho aumenta.

"Esses medicamentos atuam diretamente em receptores do sistema nervoso e do trato gastrointestinal, retardando o esvaziamento gástrico e sinalizando saciedade. O problema aparece quando a terapia é interrompida: o organismo retoma o padrão anterior, e o principal risco é o retorno do apetite e o reganho de peso", explica Marcia L. Silveira, farmacêutica.

Segundo ela, é nesse intervalo que se torna relevante um suporte funcional capaz de reproduzir parte desse efeito por mecanismo físico-químico, sem depender de ação hormonal sistêmica.

Como as fibras atuam no organismo

Boa parte desse suporte passa pelas fibras solúveis, que agem por vias complementares. Atenta a essa demanda, a Lavira reuniu em sua fórmula algumas das principais fibras solúveis e ativos funcionais associados ao suporte da saciedade e da saúde intestinal, combinando ingredientes com mecanismos de ação complementares.

Entre eles está o glucomannan, que absorve água e se expande em contato com líquidos, formando um gel viscoso que aumenta o volume gástrico e desacelera o esvaziamento do estômago, promovendo um efeito mais imediato sobre a sensação de fome. Já o psyllium produz mucilagem de forma gradual, proporcionando saciedade de duração intermediária e contribuindo para a regularidade intestinal — aspecto relevante para quem utilizou agonistas de GLP-1, já que a constipação figura entre os efeitos gastrointestinais mais comuns dessas terapias.

A fórmula também reúne inulina e polidextrose, prebióticos que alimentam a microbiota intestinal e, ao serem fermentados, geram ácidos graxos de cadeia curta associados ao estímulo natural de hormônios relacionados à saciedade.

Segundo a farmacêutica, o triptofano e o cromo picolinato complementam esse conjunto, atuando, respectivamente, sobre o componente emocional do apetite e sobre o equilíbrio glicêmico. Ainda assim, ela ressalta que nenhum ingrediente isolado é suficiente para garantir resultados duradouros.

Os pilares de uma estratégia sustentável para a saúde metabólica, observa, envolvem alimentação equilibrada, ingestão adequada de proteínas e fibras, atividade física regular, sono de qualidade, controle do estresse, hidratação e acompanhamento profissional. A suplementação funcional, nesse conjunto, apoia a saciedade e o equilíbrio intestinal, e não configura tratamento médico nem substituto de refeições.

O novo perfil do consumidor

"Vejo um consumidor mais informado, mais criterioso, que quer saber o nome do ingrediente, entender o mecanismo e ver se existe coerência entre o que a embalagem promete e o que a fórmula entrega", afirma Silveira.

Para a profissional, o futuro do segmento está em formulações com mecanismo de ação compreensível, ingredientes identificáveis e posicionamento técnico, num cenário em que o público passa a observar não apenas o resultado, mas também a forma como ele é obtido.

O período posterior ao uso de agonistas de GLP-1 tende a consolidar a nutrição funcional como parte da conversa sobre saúde metabólica, unindo ciência, hábitos sustentáveis e decisões alimentares mais conscientes. A Lavira desenvolve suplementos voltados à saciedade natural, ao equilíbrio da microbiota intestinal e ao suporte alimentar diário.

Para saber mais, basta acessar: https://lavira.com.br