Acontece neste sábado (8), no Boi Werneck, e reúne jornais, portais, revistas, agências e profissionais da comunicação; com 37 anos de história, Folha de Sabará integra o encontro e reafirma sua trajetória na imprensa mineira.
A 5ª Feijoada da Propaganda 2026 reúne neste sábado, 8 de agosto, em Belo Horizonte, representantes de destaque da imprensa, da publicidade e do mercado da comunicação de Minas Gerais. Realizado no Boi Werneck, o encontro promovido pelo Sindijori-MG aproxima jornais, revistas, portais, agências de propaganda, profissionais e empresas que movimentam um dos setores mais importantes para a informação e o desenvolvimento das cidades mineiras.
Entre os veículos presentes está a Folha de Sabará, que completa 37 anos de história e mantém uma relação histórica com o Sindijori-MG. A Folha participou da construção da entidade desde sua fundação e, quase quatro décadas depois, segue integrada à rede da imprensa regional mineira.
Mais que uma confraternização, a Feijoada da Propaganda representa o encontro de quem produz comunicação profissional e de veículos que permanecem diariamente dentro de suas comunidades, acompanhando fatos, cobrando respostas, registrando histórias e dando voz à população.
Folha de Sabará: 37 anos fazendo jornalismo onde a notícia acontece
A participação da Folha de Sabará na Feijoada da Propaganda 2026 carrega um significado especial.
Há 37 anos, o jornal acompanha as transformações de uma das cidades históricas mais importantes de Minas Gerais.
Ao longo dessa trajetória, a Folha registrou acontecimentos políticos, sociais, culturais, econômicos e comunitários que ajudaram a construir a história contemporânea de Sabará.
O jornal também participou da fundação do Sindijori-MG, fortalecendo, ao lado de outros veículos, um movimento criado para representar e defender a imprensa regional e os jornais do interior de Minas Gerais.
Hoje, mais de três décadas depois, a Folha continua fazendo parte dessa história.
A publicação se consolidou como importante referência de informação local e permanece como o único jornal impresso de Sabará, mantendo viva uma modalidade de comunicação que atravessa gerações, ao mesmo tempo em que ampliou sua atuação para o ambiente digital.
O portal de notícias, as redes sociais e as diferentes plataformas passaram a caminhar ao lado do jornal impresso.
A tecnologia mudou.
A forma de consumir informação mudou.
Mas um princípio continua exatamente o mesmo: a proximidade com a comunidade.
É esse vínculo que diferencia a verdadeira imprensa local.
A imprensa que conhece a cidade pelo nome
Existe uma diferença entre publicar uma notícia sobre uma cidade e fazer parte da vida dessa cidade.
A imprensa regional conhece seus bairros, seus comerciantes, suas entidades, suas escolas, seus personagens, suas tradições e também seus problemas.
Ela acompanha uma história quando ela começa e continua presente depois que o assunto deixa de chamar a atenção dos grandes veículos.
Está na Câmara Municipal.
Está na associação de bairro.
Está na festa popular.
Está no comércio.
Está no projeto social.
Está no problema da rua.
Está na conquista de um morador.
Está na cobrança ao poder público.
E está principalmente ao lado da comunidade.
É justamente essa presença permanente que faz dos jornais, portais e revistas regionais uma parte fundamental da história dos municípios onde atuam.
A própria Folha de Sabará integra a rede de veículos do Sindijori-MG e publica conteúdos da Coluna MG, espaço que reúne notícias dos jornais e portais participantes da entidade.
Sindijori-MG fortalece a imprensa regional de Minas Gerais
O Sindijori-MG – Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Similares do Estado de Minas Gerais é uma entidade de abrangência estadual e integra a estrutura institucional da comunicação mineira. O sindicato é também filiado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A atuação em rede permite que informações produzidas em diferentes regiões circulem por veículos de vários municípios.
Essa conexão fortalece principalmente notícias que dificilmente encontrariam espaço equivalente nos grandes meios de comunicação da capital.
É uma rede construída por veículos que conhecem profundamente os lugares onde trabalham.
E é justamente essa imprensa que chega à Feijoada da Propaganda ao lado de agências, publicitários, empresários e profissionais do setor.
Publicidade e imprensa precisam caminhar juntas
A Feijoada da Propaganda também representa a aproximação entre dois pilares fundamentais da comunicação: o jornalismo e a publicidade.
De um lado estão profissionais e agências responsáveis pela criação de campanhas, conceitos, estratégias e posicionamento de grandes e pequenas marcas.
Do outro estão veículos que possuem relacionamento, credibilidade e acesso direto às comunidades.
Para uma empresa que deseja falar com Minas Gerais, compreender a força do interior é indispensável.
Minas não é apenas Belo Horizonte.
São centenas de municípios, cada um com características, hábitos, mercados, tradições e públicos próprios.
E é justamente nesse cenário que a imprensa regional possui uma vantagem difícil de reproduzir: ela conhece seu público porque faz parte dele.
Imprensa verdadeira em tempos de desinformação
Nunca foi tão fácil produzir e distribuir conteúdo.
Um telefone celular é suficiente para uma informação atravessar uma cidade inteira em poucos minutos.
Mas publicar não significa necessariamente fazer jornalismo.
Jornalismo exige responsabilidade.
Exige apuração.
Exige ouvir versões.
Exige verificar informações.
Exige conhecer o contexto.
E, acima de tudo, exige assumir responsabilidade pública pelo que é divulgado.
Em tempos de informações falsas, conteúdos manipulados e publicações sem qualquer compromisso com a apuração, veículos profissionais ganham uma importância ainda maior.
É justamente aí que a imprensa com história mostra sua força.
Credibilidade não surge com uma publicação viral. Credibilidade é construída todos os dias.
Resgate da Associação Mineira de Imprensa ganha espaço durante a Feijoada
Um dos momentos de destaque da 5ª Feijoada da Propaganda neste sábado foi dedicado a outra discussão importante para a comunicação de Minas Gerais: o futuro da Associação Mineira de Imprensa (AMI).
Durante o encontro foi apresentada uma carta aos profissionais presentes defendendo o movimento Resgate da AMI, mobilização que busca recuperar a entidade e devolver à instituição sua histórica ligação com jornalistas, publicitários, artistas e demais profissionais da comunicação mineira.
A AMI foi fundada em 1921, em Juiz de Fora, e posteriormente transferida para Belo Horizonte. Durante décadas, teve importante atuação na representação da imprensa e também se consolidou como espaço de convivência entre jornalistas, intelectuais e artistas.
Sua sede está localizada na tradicional Rua da Bahia, no Centro de Belo Horizonte.
Movimento Resgate da AMI chegou à Justiça em 2026
A mobilização para recuperar a Associação Mineira de Imprensa ganhou força em março deste ano.
No dia 12 de março de 2026, profissionais divulgaram um manifesto propondo a reativação e a redemocratização da instituição.
Poucos dias depois, integrantes do movimento, liderados pelo jornalista Washington Mello, protocolaram uma ação na Justiça Estadual relacionada à situação da associação.
O lançamento oficial do movimento ocorreu em 30 de março, na Academia Mineira de Letras, ao lado da sede da AMI.
Em abril, o manifesto já reunia mais de 1.200 apoiadores, entre profissionais da comunicação, artistas, intelectuais e integrantes de outros setores da sociedade.
Durante a mensagem apresentada neste sábado na Feijoada da Propaganda, foi informado aos participantes que o movimento já havia ultrapassado 1,5 mil assinaturas.
“Casa da Comunicação Mineira”
A proposta apresentada durante o evento é transformar novamente a Associação Mineira de Imprensa em uma verdadeira Casa da Comunicação Mineira.
Um local de encontro.
De discussão.
De produção cultural.
De defesa da liberdade de imprensa.
E principalmente de pertencimento aos profissionais que fazem comunicação em Minas Gerais.
Segundo os responsáveis pelo movimento, existe atualmente uma ação judicial em andamento buscando a recuperação da entidade.
A mobilização pede também que jornalistas, publicitários, artistas e profissionais do mercado participem do movimento para preservar um patrimônio que faz parte da própria história da comunicação mineira.
Reportagens publicadas neste ano registram denúncias de fechamento da sede, afastamento de antigos associados e questionamentos sobre a atual administração da instituição, pontos que estão entre as razões apresentadas pelos integrantes do Resgate da AMI para a mobilização.
Defender os jornais do interior é defender a história das cidades
A discussão sobre a AMI combina diretamente com a essência da Feijoada da Propaganda.
Preservar instituições da imprensa também significa preservar a memória.
E essa realidade pode ser vista diariamente nos jornais do interior.
Quantos fatos importantes da história de uma cidade desapareceriam se não houvesse um jornal para registrá-los?
Quantas pessoas nunca teriam suas histórias contadas?
Quantos problemas deixariam de ganhar visibilidade?
Quantos projetos sociais permaneceriam desconhecidos?
Quantas decisões do poder público aconteceriam sem o acompanhamento próximo da imprensa?
É esse trabalho que veículos regionais realizam diariamente.
Folha de Sabará mantém viva a memória de uma cidade
Em Sabará, a Folha desempenha essa missão há 37 anos.
São décadas acompanhando eleições, administrações municipais, transformações econômicas, festas religiosas, manifestações culturais, acontecimentos policiais, conquistas esportivas, iniciativas empresariais, personagens, entidades e milhares de histórias de moradores.
Muito do que aconteceu na cidade nas últimas quase quatro décadas permanece registrado nas páginas do jornal.
Esse patrimônio jornalístico também é patrimônio de Sabará.
Hoje, a Folha mantém sua presença impressa e digital, acompanhando a transformação da comunicação sem abandonar suas raízes.
Ser o único jornal impresso do município carrega também uma responsabilidade: preservar uma tradição de jornalismo local que continua relevante mesmo diante das profundas mudanças tecnológicas.
37 anos depois, a Folha continua presente
Participar da 5ª Feijoada da Propaganda significa também olhar para essa trajetória.
A Folha esteve presente na construção do Sindijori-MG.
Acompanhou mudanças profundas no mercado da comunicação.
Viu a internet transformar o jornalismo.
Viu as redes sociais mudarem a velocidade das notícias.
Viu jornais desaparecerem.
Viu novas plataformas nascerem.
E permanece.
Não apenas porque conseguiu atravessar diferentes momentos da comunicação, mas porque existe algo que nenhuma tecnologia substituiu: a confiança construída entre um veículo e sua comunidade.
Essa é a força da imprensa regional.
Feijoada da Propaganda 2026 celebra quem continua fazendo comunicação
A quinta edição da Feijoada da Propaganda representa, portanto, muito mais que um encontro entre profissionais.
É uma celebração da comunicação mineira.
Da publicidade.
Do jornalismo.
Dos jornais do interior.
Dos profissionais que permanecem diariamente procurando informações, contando histórias e dando visibilidade às suas comunidades.
E também é um momento para reafirmar algo fundamental:
uma cidade forte precisa de uma imprensa forte.
Porque a imprensa regional não aparece somente quando uma tragédia ou um grande acontecimento coloca uma cidade no noticiário estadual.
Ela já estava lá antes.
E continuará lá depois.
Acompanhando.
Registrando.
Questionando.
Valorizando.
Preservando a memória.
E fazendo aquilo que o verdadeiro jornalismo sempre fez: contando a história de uma comunidade enquanto essa história ainda está acontecendo.