Paulo Stucchi, autor duas vezes finalista do Prêmio Jabuti com os romances A filha do Reich e O homem da Patagônia, participará, no próximo dia 10 de julho, às 19h, na Casa Amarela, em Sabará, do evento de lançamento de seu novo romance, “A dança da serpente”.
Diferentemente das suas duas obras de maior reconhecimento, focadas em episódios da Segunda Guerra Mundial e do nazismo, desta vez Stucchi mistura fatos históricos e ficção para contar a trajetória de mulheres fortes e negras, bem como suas lutas contra o preconceito e intolerância.
Entre essas personagens está Luzia Pinta, ex-escravizada e conhecida calunduzeira que viveu em Sabará no século 18. Luzia foi uma das tantas pessoas condenadas no Brasil colonial pela Inquisição por prática de bruxaria.
Como cenário e, também, como uma personagem importante da obra está, justamente, a cidade de Sabará.
Ponto de partida
Depois de passar por municípios do estado de São Paulo promovendo o novo romance, o autor retorna à histórica cidade mineira para um bate-papo com o presidente da Academia de Ciências e Letras de Sabará, Bernardo Lopes, e para autografar exemplares.
“Retornar a Sabará tem um gostinho muito especial, sobretudo, porque foi na cidade que o projeto de ‘A dança da serpente’ nasceu”, diz Stucchi.
Um drama em duas épocas
“A dança da serpente” (2026, Editora Jangada, 469 páginas) é um romance de ficção histórica que entrelaça misticismo, intolerância e resistência feminina em duas linhas temporais distintas na cidade de Sabará, no estado brasileiro de Minas Gerais.
A história se divide em dois períodos históricos marcados pela repressão e pelo medo do desconhecido:
No século 18, acompanha a história real da curandeira africana Luzia Pinta, trazida de Angola para a região mineradora de Sabará, e, posteriormente, condenada pela Inquisição portuguesa. O caso de Luzia é um dos exemplos pouco conhecidos da atuação do Tribunal do Santo Ofício nas colônias portuguesa e espanhola na América.
Por sua vez, em 1977, em plena Ditadura Militar (1964-1984), foca nas irmãs gêmeas Cléo e Clarice, que compartilham uma forte ligação espiritual e dons sobrenaturais desde a infância. Após uma tragédia no passado que a fez fugir, Cléo retorna a Sabará como jornalista investigativa.
Ela vai ao reencontro de Clarice, que se tornou uma líder mística conhecida como a "Sacerdotisa de Sabará", atraindo fiéis e despertando o temor das autoridades do regime militar.
O livro conecta o passado colonial e o presente autoritário para expor como as estruturas patriarcais, políticas e religiosas usam a violência e o controle para marginalizar e punir mulheres fortes que desafiam o sistema através de sua fé, corpo e memória. As trajetórias dessas três mulheres se unem através dos séculos por um dom ancestral inevitável e pela busca por redenção.
É com grande alegria que a Academia de Ciências e Letras de Sabará convida para o lançamento da obra em nossa cidade!
Data: 10 de julho, sexta-feira
Horário: 19h
Local: Casa Amarela - Rua Dom Pedro II, 132, Centro Histórico de Sabará
O autor participará de um bate-papo com Bernardo Lopes, presidente da ACLS, sobre o romance, Luzia Pinta e os caminhos da literatura inspirada em grandes figuras históricas.
Os livros estarão à venda no local e poderão ser autografados pelo autor. Também será uma oportunidade de conhecer outros títulos de Paulo Stucchi.
A Casa Amarela estará funcionando normalmente, com bebidas, drinks e comidas afetivas para tornar esta noite ainda mais especial.
Entrada gratuita!