Polícia CRIMES CIBERNÉTICOS
PCMG conclui investigação sobre crimes cibernéticos contra prefeitos e servidores públicos de Caeté
Delegacia Regional de Sabará identifica autora de perfil anônimo que praticava calúnia e difamação contra autoridades municipais nas redes sociais
08/10/2025 17h08
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou a atuação de uma página criminosa no Instagram responsável por diversos crimes contra a honra de autoridades públicas em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A investigação foi conduzida pela Delegacia Regional de Sabará e teve como alvo o perfil “fofoqueirocaeté”, que publicava ataques e informações falsas sobre o prefeito, ex-prefeito, vice-prefeito, secretários e servidores municipais.

De acordo com as apurações, a investigada utilizou seu próprio e-mail e telefone para criar uma conta falsa, com o propósito de disseminar ofensas e difamações de cunho político. As publicações ocorreram em diferentes datas, principalmente após o resultado das últimas eleições municipais, e causaram grande repercussão na comunidade.

Delegado destaca gravidade dos ataques virtuais

O delegado regional Felipe Ornelas Caldas, especialista em crimes cibernéticos e autor de livro sobre o tema, ressaltou a importância de combater a desinformação na internet.

“Resta demonstrado que a investigada, se valendo do anonimato criminoso, acreditando estar acobertada pelo véu do anonimato, atacou a honra de diversas pessoas motivada por sentimento político, inventando fatos ou descrevendo fatos desonrosos. Esses ataques macularam de forma grave a reputação das vítimas, gerando sérios desgastes pessoais, emocionais e familiares”, afirmou o delegado.

Caldas destacou ainda que a PCMG atua de forma firme no enfrentamento a crimes virtuais e reforçou que a internet não é terra sem lei.


Indiciamentos e encaminhamento à Justiça

A autora foi indiciada pelos crimes de calúnia (uma vez) e difamação (14 vezes), com duas majorantes — uso de meio que facilite a divulgação e crime cometido contra funcionário público — além da qualificadora de ter sido praticado pelas redes sociais, o que triplica a pena em abstrato.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário da Comarca de Caeté para prosseguimento da persecução penal.


Equipe responsável pela investigação

A PCMG reforça que denúncias sobre crimes virtuais podem ser registradas nas delegacias físicas ou pela Delegacia Virtual (www.delegaciavirtual.sids.mg.gov.br).