Polícia FÓRUM DE SABARÁ
Começou em Sabará o julgamento da professora acusada de envenenar o marido policial com “chumbinho”
Família de Alexandre Martins Pereira, morto há oito anos, cobra justiça e relembra trajetória do inspetor da Polícia Civil
18/09/2025 17h21 Atualizada há 9 meses atrás
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: FOLHA DE SABARÁ

Começou nesta quinta-feira (18), no Fórum de Sabará, a audiência de instrução do caso que marcou a cidade e comoveu familiares e colegas da Polícia Civil. A professora Caroline Carina é acusada de envenenar o marido, o inspetor Alexandre Martins Pereira, de 43 anos, com o uso de “chumbinho”, um veneno altamente tóxico misturado ao café da manhã. O crime ocorreu em 2017 e, desde então, a família da vítima aguarda por justiça.

Alexandre era pai de dois filhos, atuava como inspetor da Polícia Civil e trabalhou por mais de 20 anos no Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. 

Caroline foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado, crime considerado hediondo. A denúncia aponta motivo fútil, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. Se condenada, ela pode receber pena de 12 a 30 anos de prisão. Desde o indiciamento, a acusada responde ao processo em liberdade.

Entenda o caso

De acordo com o inquérito conduzido pelo delegado Emerson Morais, Alexandre mantinha um relacionamento conturbado com a esposa, marcado por discussões frequentes. Na véspera do crime, os dois teriam brigado de forma acalorada por questões financeiras e conjugais.

As investigações concluíram que Caroline preparou o café da manhã do marido e adicionou ao alimento o veneno conhecido como “chumbinho”. Alexandre morreu após a ingestão.

Ainda conforme a Polícia Civil, a vítima já havia manifestado a intenção de se separar da esposa. Depoimentos de familiares e amigos reforçam que Alexandre não tinha histórico de depressão, tentativas de suicídio ou afastamentos médicos, afastando qualquer suspeita de automutilação.

O julgamento segue em andamento no Fórum de Sabará, enquanto familiares e colegas de profissão mantêm a expectativa de uma condenação que, segundo eles, represente a justiça pela memória do policial.