O Museu do Ouro de Sabará, sob gestão do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entrou em uma nova fase com o início de um amplo processo de requalificação que contempla o restauro do edifício histórico, a transferência técnica de seu acervo e a criação de um espaço provisório para garantir a continuidade de suas atividades culturais.
Localizado na Casa de Intendência e Fundição de Ouro, construção do século XVIII tombada pelo Iphan, o museu permanecerá interditado ao público durante as obras, mas seguirá ativo por meio de ações educativas e culturais junto à comunidade.
As intervenções só foram possíveis graças à transferência de recursos do PAC – Cidades Históricas, originalmente destinados ao Iphan, para o Ibram. O projeto prevê o restauro arquitetônico completo do Museu do Ouro e da Casa Borba Gato, incluindo:
recuperação estrutural;
atualização das redes elétrica e hidráulica;
instalação de sistemas modernos de prevenção e combate a incêndios;
melhorias na acessibilidade;
climatização adequada para conservação do acervo.
O objetivo é modernizar os espaços sem perder sua autenticidade histórica, reforçando a importância de Sabará no circuito do patrimônio cultural brasileiro.
O acervo do Museu do Ouro, um dos mais importantes ligados à mineração aurífera em Minas Gerais, será transferido temporariamente de forma técnica e segura. Em parceria com o Instituto Joaquim, peças serão deslocadas para um local monitorado, com rigorosos protocolos de conservação preventiva, controle de temperatura e umidade, embalagens especiais e monitoramento de pragas.
Essa logística garante que os objetos permaneçam acessíveis para pesquisas e preparados para retornar às exposições após a conclusão das obras.
Para não interromper o vínculo com a população, o Ibram firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Prefeitura de Sabará, que cedeu o Solar do Padre José Correia, no centro da cidade. O espaço receberá parte do acervo e sediará exposições, atividades educativas e culturais durante o período de fechamento do museu.
Essa parceria reforça o compromisso de manter viva a memória e a cultura local, consolidando Sabará como um polo de referência em preservação histórica.
Inaugurado em 1946 e incorporado ao Ibram em 2009, o Museu do Ouro ocupa um edifício do século XVIII que já abrigou autoridades coloniais e guarda parte essencial da memória do ciclo do ouro em Minas Gerais. Seu acervo reúne peças ligadas à mineração, religiosidade e cotidiano do período colonial, tornando-o um dos museus mais representativos da história brasileira.
Segundo a presidenta do Ibram, Fernanda Castro, a requalificação é “um passo decisivo para assegurar a integridade do edifício e a vitalidade de suas ações culturais. O compromisso do Museu do Ouro vai além da preservação material; ele está voltado também à valorização da memória e à integração com a comunidade sabarense e com o país”.
Com a modernização, o restauro arquitetônico e a preservação cuidadosa do acervo, o Museu do Ouro em Sabará se prepara para um novo ciclo, mais moderno, acessível e próximo da sociedade.