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Um adeus a Dona Maria do Pompéu: A matriarca que temperou a história de Sabará com afeto, coragem e sabor
Uma mulher, uma história, uma presença que jamais será esquecida.
25/07/2025 07h25
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: FOLHA DE SABARÁ

Sabará amanheceu mais silenciosa hoje. Acabamos de receber, com profundo pesar, a notícia da partida de Dona Maria do Pompéu, aos 94 anos — uma guerreira, símbolo de força, afeto e tradição. Fundadora do primeiro restaurante da região, Dona Maria não foi apenas uma cozinheira: foi uma contadora de histórias através dos sabores, uma guardiã da cultura local e uma inspiração para gerações.

Sua trajetória foi mais que marcante — foi transformadora. Através de suas mãos habilidosas, ela preservou receitas, alimentou famílias, e construiu memórias afetivas que permanecem vivas até hoje. Seu restaurante, que segue em funcionamento e leva seu nome com orgulho, é um verdadeiro patrimônio afetivo de Sabará. Este ano, o tema do Festival do Ora-Pro-Nóbis foi “O Resgate da Memória Afetiva”, uma homenagem justa e merecida à matriarca que tanto fez por sua comunidade.

Falar de Dona Maria é fácil. Não precisa de ChatGPT. Falar de Dona Maria é prazeroso, é emocionante, é uma honra. Dona Maria e sua família sempre estiveram nas páginas da Folha de Sabará, levando alegria, inovação e, claro, muita comida boa. Recebia a imprensa, os amigos e os fregueses com aquele sorriso largo, a fala mansa e a hospitalidade que só quem tem o coração grande sabe oferecer.

Quem em Sabará nunca almoçou ao lado dessa grande mulher?

A homenagem feita no Festival deste ano, por sugestão da AMAP – Associação dos Moradores do Pompéu, selou o reconhecimento público por tudo o que ela representou. Dona Maria dedicou sua vida a valorizar a gastronomia regional — e o fez com alma, com fé e com amor.

Hoje, a Folha de Sabará se solidariza com seus filhos, netos, amigos e com toda a comunidade do Pompéu. Estamos de luto, mas também agradecidos. Dona Maria, a senhora cumpriu sua missão com honra. Levou à mesa mais que comida — serviu afeto, identidade e pertencimento.

Agora, do lado de Deus, vai continuar cozinhando memórias e construindo novos “sabares e sabores”, ao lado daqueles que partiram antes de nós.

Obrigada, Dona Maria. A sua história continuará viva em cada lembrança, em cada sabor.