Polícia Operação Héstia
Operação Héstia revela sonegação de R$ 90 milhões em Minas Gerais
Investigação aponta crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro por gigante de embalagens de alumínio.
09/10/2024 17h07
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: MPMG

A Operação Héstia, deflagrada pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) em Contagem, expõe um esquema de sonegação fiscal que pode ter causado um rombo superior a R$ 90 milhões aos cofres públicos. O superintendente regional da SEF-MG em Contagem, Carlos Damasceno, enfatizou os efeitos devastadores da sonegação: “Quando o contribuinte deixa de pagar o ICMS, é a escola que fica sem merenda, falta medicamento lá na ponta”.

Na manhã desta quarta-feira, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços em Contagem, Belo Horizonte e Nova Lima, onde documentos foram coletados para embasar a investigação. O promotor Fábio Reis de Nazaré revelou em coletiva de imprensa que o montante de R$ 90 milhões pode ser apenas a ponta do iceberg, devido à vasta quantidade de documentos físicos e digitais apreendidos.

A investigação se arrasta há mais de 10 anos, envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a SEF. Mesmo após condenações em 2019 por sonegação fiscal, a empresa continuou a praticar crimes semelhantes, utilizando falsificação de documentos para simular transações de compra e venda de produtos. O esquema foi ampliado com a aquisição de novas empresas, que operavam como fachadas, sendo declaradas em nome de “laranjas”. Essas empresas fictícias eram responsáveis por declarar o imposto, mas nunca efetuavam o pagamento dos tributos.

A operação destaca a necessidade de um combate rigoroso à sonegação fiscal, que impacta diretamente a sociedade, resultando em menos recursos para áreas essenciais como saúde e educação.