A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) tomou uma posição firme em defesa dos direitos digitais e da liberdade econômica ao ingressar com duas ações de amicus curiae. A primeira ação, protocolada ontem, se alinha à posição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na ação 1190, que questiona a autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF) para legislar e impor penalidades sobre o acesso à Plataforma X.
De acordo com a OAB e com a FIEMG, não há respaldo legal no arcabouço jurídico brasileiro para que o STF estabeleça uma multa diária de R$ 50 mil para quem acessar a Plataforma X. A FIEMG argumenta que tal medida é inconstitucional e viola o direito dos cidadãos ao acesso a plataformas digitais de sua escolha.
Além disso, a FIEMG está ingressando com outra ação de amicus curiae na DPF 1188, que envolve o Partido Novo e trata da Lei de Liberdade Econômica. A ação defende que a Plataforma X é crucial para a venda de produtos e serviços, e sua remoção compromete gravemente a atividade empresarial no ambiente digital. A proibição da plataforma resultou na perda de sustento para muitas empresas que dependem dela para operar.
A FIEMG acredita na sensibilidade e justiça do sistema judicial brasileiro e espera que as ações ajudem a proteger tanto os direitos dos cidadãos quanto a liberdade econômica no país. As iniciativas visam garantir um ambiente de negócios justo e acessível, essencial para o crescimento e a inovação no mercado digital.
A postura da FIEMG reforça a importância de um ambiente regulatório que apoie a atividade empresarial e o acesso às plataformas digitais. A Federação espera que a justiça se pronuncie favoravelmente, reconhecendo a relevância e a necessidade de garantir um mercado livre e acessível para todos.