Polícia CRIME CHOCANTE
Casal de Sabará é indiciado por morte das filhas gêmeas de 8 Meses: detalhes chocantes são revelados pela PCMG
O casal, que residia no bairro Vila Rica, em Sabará, não mantinha contato próximo com familiares, amigos ou vizinhos, o que dificultou a percepção de qualquer sinal de abuso ou negligência
27/08/2024 20h32 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: PCMG
Corpos das crianças não foram encontrados - Divulgação: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu um inquérito que resultou no indiciamento de um casal de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), pelos homicídios qualificados de suas filhas gêmeas de apenas 8 meses. O caso, que envolveu crimes de extrema crueldade, chocou a comunidade e trouxe à tona detalhes perturbadores.

A mãe, de 28 anos, e o pai, de 31, foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e ocultação de cadáver. Segundo as investigações, uma das gêmeas foi morta no dia 29 de julho de 2023, no bairro Jardim Teresópolis, em Betim. Após sufocar a bebê, o casal ocultou o corpo no dia seguinte, próximo a uma linha férrea na divisa entre Contagem e Betim, no Parque dos Bandeirantes.

Pouco mais de um mês depois, no dia 11 de agosto de 2023, a segunda filha foi assassinada pelo casal. Após sacudir a bebê com violência extrema, a criança foi deixada agonizando em seu berço por sete dias, sem receber qualquer socorro. O corpo da segunda bebê foi abandonado à beira da BR 381 no mesmo dia de sua morte.

O casal, que residia no bairro Vila Rica, em Sabará, não mantinha contato próximo com familiares, amigos ou vizinhos, o que dificultou a percepção de qualquer sinal de abuso ou negligência. O caso só veio à tona em 7 de julho de 2024, após uma denúncia anônima feita ao Disque 181. A mãe foi localizada e conduzida à delegacia em Sabará, onde confessou sua participação nos crimes e culpou o companheiro pela execução dos homicídios. Ela foi presa por ocultação de cadáver, e sua prisão foi convertida em preventiva.

O pai das crianças, que estava foragido, foi capturado no dia 25 de julho de 2024. Durante seu depoimento, ele confessou os crimes, mas apresentou uma versão diferente da mãe, embora compatível com as provas reunidas. Ele revelou que, após a morte da primeira filha, o casal levou as duas crianças, uma viva e outra morta, para uma festa junina em Betim. Eles chegaram a tirar fotos com a filha falecida e publicaram nas redes sociais.

Outro detalhe perturbador revelado pelo pai é que, após abandonar o corpo da segunda filha, o casal foi jantar e se hospedou em um hotel, como se nada tivesse acontecido.

Apesar dos esforços das equipes de busca da PCMG, os corpos das crianças não foram localizados, devido ao tempo decorrido desde os crimes, às condições climáticas das áreas onde os corpos foram deixados e à composição corporal frágil das vítimas.