Na noite deste domingo, por volta das 20h40, o encerramento da tradicional Festa do Rosário, em Sabará, gerou grande indignação entre os moradores do centro histórico. Surpreendidos pela quantidade de fogos de artifício com estampido que foram disparados, a comunidade ficou alarmada com a violação da Lei Municipal 2.587, em vigor desde 2021, que proíbe o uso de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos ruidosos na cidade.
A redação da *Folha de Sabará* recebeu diversas ligações de moradores expressando sua insatisfação. Além da perturbação causada pelos estampidos, há uma preocupação crescente devido ao período de seca que atinge praticamente todo o estado. Com queimadas se espalhando por diversas regiões, qualquer fagulha dos fogos poderia ter causado um incêndio devastador, colocando em risco não apenas o meio ambiente, mas também os antigos casarões do centro histórico, que são parte vital do patrimônio cultural de Sabará.
"Foi uma afronta às leis do município e um risco desnecessário para nossa cidade," relatou um dos moradores. Ele, como muitos outros, lamentou a falta de fiscalização por parte das autoridades municipais, questionando como uma festa tão bem organizada durante toda a semana poderia encerrar com uma ação que contraria as leis em vigor e coloca a segurança pública em risco.
A Lei 2.587 foi criada para proteger pessoas vulneráveis, como aquelas no espectro do autismo, idosos, crianças, pessoas com deficiência, além de animais que sofrem com os impactos dos estampidos. No contexto atual de seca, a importância da lei é ainda maior, uma vez que evita o uso de artefatos que possam provocar incêndios.
Embora a Festa do Rosário tenha sido um sucesso em termos de celebração cultural, o fechamento com fogos barulhentos deixou uma marca negativa. A comunidade agora exige respostas e medidas mais rigorosas para que a lei seja cumprida em futuras celebrações, evitando riscos à saúde, ao patrimônio histórico e ao meio ambiente.
Em nome dos moradores de Sabará, a *Folha* reforça o apelo: **Alô, Prefeitura, cadê a fiscalização?** É essencial que as leis municipais sejam respeitadas, especialmente em eventos públicos, para garantir o bem-estar de todos os cidadãos e a preservação do nosso patrimônio.