Até o último dia 6 de maio, os dados epidemiológicos de Minas Gerais revelaram uma realidade preocupante: 1.292.237 casos prováveis de dengue foram registrados, com 601.523 confirmações da doença. O estado também enfrenta 367 óbitos confirmados por dengue, enquanto 805 casos ainda estão sob investigação. Quanto à febre Chikungunya, foram 106.829 casos prováveis, com 75.434 confirmações e 55 óbitos confirmados, além de 33 em investigação. Em relação ao vírus Zika, embora os números sejam menores, 272 casos prováveis foram registrados, com 20 confirmações, sem registros de óbitos confirmados ou em investigação.
Sabará, contribui significativamente para essas estatísticas alarmantes, com 11.879 casos de dengue, 3 óbitos confirmados e 269 casos de Chikungunya.
Diante desse cenário, o Comitê Municipal de Arboviroses de Sabará, em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde, promoveu uma reunião crucial na última segunda-feira (6/5). O encontro, realizado na Secretaria Municipal de Saúde, teve como objetivo discutir estratégias para a continuidade das ações de combate à epidemia de dengue na cidade.
O plano de contingência, previamente elaborado, mobiliza diversas secretarias municipais para implementar medidas de controle da proliferação dos mosquitos transmissores das arboviroses. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) permanecerá ativo, realizando mutirões de limpeza, visitas domiciliares e mapeamento de possíveis focos de infestação. A instalação de ovitrampas nos bairros Nossa Senhora de Fátima, General Carneiro e outros da Regional Ana Lúcia visa reforçar essas ações preventivas.
A Unidade de Reposição Volêmica (URV), responsável por fornecer apoio em casos de emergência, manterá suas atividades, garantindo atendimento eficiente à população. Além disso, a vacinação contra a dengue para crianças de 10 a 14 anos continua em todas as Unidades Básicas de Saúde do município, exceto no posto do Pompéu.
O Comitê enfatiza a importância de buscar atendimento médico ao menor sinal de sintomas relacionados às arboviroses e incentiva os moradores a procurarem o posto de saúde mais próximo de suas residências para receberem assistência adequada. Essas medidas visam mitigar os impactos das doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti e proteger a saúde da comunidade sabarense.