Sabará, 20 de março de 2024 — A Folha de Sabará recebeu uma denúncia alarmante que ecoa preocupações ambientais na região. Segundo um vídeo publicado originalmente pelo perfil @sabaragente, uma água de rejeito está sendo despejada no córrego Cuiabá, localizado em Sabará. O vídeo, capturado na semana passada, em 13 de março, por um atleta explorando as trilhas de Pompéu, revela uma cena perturbadora de desmatamento e poluição em plena Rota de Ferro.
O denunciante relata que uma tubulação clandestina está lançando água suja no Ribeirão Sabará, ameaçando não apenas o meio ambiente, mas também a saúde pública. Ele tomou a iniciativa de denunciar às autoridades competentes, enviando vídeos e mensagens, mas o problema persiste. “A inércia diante desse crime ambiental evidente é revoltante. Compartilho essa experiência não para sensacionalismo, mas para inspirar a ação coletiva. Juntos, podemos exigir mudanças e proteger nosso ambiente, um dever de todos. Agradeço a quem puder compartilhar essa denúncia”, relata o denunciante no perfil.
O vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais, mostra um cano despejando água no córrego Cuiabá, acompanhada de muita espuma e coloração cinzenta. O denunciante já enviou essas provas às autoridades locais, mas a poluição persiste.
Em resposta aos questionamentos feitos pela Folha de Sabará, a AngloGold Ashanti esclareceu, nesta terça-feira (19/3/24), que não ocorreu nenhum incidente ou desvio operacional em sua unidade que pudesse causar impacto no córrego Cuiabá, localizado em Sabará. Além disso, a empresa informa que desde 2022, não há mais rejeitos em polpa na barragem Cuiabá.
O monitoramento da qualidade da água é realizado periodicamente por uma empresa especializada contratada, e os resultados têm demonstrado parâmetros de qualidade adequados, conforme previsto na legislação.
No local, existe uma tubulação específica que atende a uma obrigação do licenciamento ambiental do empreendimento. Essa tubulação tem como objetivo manter a vazão mínima do curso d’água.
FISCALIZAÇÃO
Esperamos que as autoridades locais, Secretaria de Meio Ambiente, Ministério Público e Polícia Ambiental acompanhem este problema e façam as devidas fiscalizações para garantir a saúde da comunidade e dos nossos córregos e rios em Sabará.