Na manhã da 08 de março, sexta-feira, cerca de 500 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram uma fazenda no município de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Essa é a primeira ocupação liderada pelo MST em 2024.
O movimento expressa sua insatisfação com a demora do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em implementar políticas efetivas de reforma agrária no país. A ação é coordenada por um grupo de líderes mulheres do MST e faz parte da Jornada Nacional de Lutas, cujo lema é: “Lutaremos por nossos corpos e territórios. Nenhuma a menos.”
Segundo o grupo, a ocupação ocorreu devido ao não cumprimento da função social da terra. Os sem-terra alegam que a propriedade estava improdutiva e havia sido abandonada pelos donos. A diretoria estadual do MST em Minas informa que cerca de 5 mil famílias estão acampadas no estado, aguardando o assentamento definitivo.
Justiça Prioriza Opinião de Invasores’, Afirma Governador Zema sobre Ocupação do MST
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), expressou sua crítica à decisão da Justiça que negou o pedido de reintegração de posse da fazenda “Aroeiras”, localizada em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em suas redes sociais, Zema declarou: “Vamos apoiar para que essa invasão seja revertida o quanto antes”.
A ocupação, realizada por cerca de 500 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorreu na madrugada da última sexta-feira (8). Os integrantes do MST alegam que a propriedade, com 250 hectares, estava improdutiva e abandonada há 7 anos.
Zema questionou a decisão da Justiça, destacando que o produtor de leite enfrenta desafios, como os problemas de preço, e precisa provar sua produção. Ele enfatizou: “Tem lugar para quem quer trabalhar”.
Além disso, o governador reforçou sua orientação à Polícia Militar para impedir qualquer invasão. Caso ocorra, o governo continuará apoiando os proprietários, pois estão comprometidos em apoiar aqueles que produzem e trabalham.
Esse caso evidencia os conflitos entre direitos de propriedade e a busca por justiça social, e coloca em foco a complexidade das decisões judiciais em situações como essa.