Em dezembro do ano passado, o empresário João Alberto Paixão Lages enviou mensagens em áudio para a servidora após o adiamento de uma audiência que poderia conceder o licenciamento ambiental para a empresa Fleurs Global Mineração. O teor dessas mensagens resultou em um indiciamento pela Polícia Civil de Minas Gerais.
AÚDIO: Ilustre secretária de m* nenhuma, é João Alberto quem está falando. Você para de bandidagem, de tentar extorquir a Global no nosso licenciamento. [...] Portanto, Marília, até agora você não enfrentou nada como eu. Mas daqui para frente será diferente", disse o empresário.
"Tentei ser cordial com você. [...] Então, minha amiga, bora lá, pra guerra. Continuar sempre. Prepara-te", disse o empresário, no outro áudio.
Contexto do Incidente:
- Ameaças e Ofensas: João Alberto Paixão Lages, presidente da Associação de Mineradoras de Ferro do Brasil (AMF), enviou áudios via WhatsApp à secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho de Melo.
- Motivação: As mensagens foram disparadas na véspera do Natal, após o adiamento de uma audiência pública relacionada ao licenciamento ambiental da Fleurs Global Mineração.
- Conteúdo das Mensagens: Em um dos áudios, ele disse: “Marília, tentei ser cordial com você, você viu a mensagem, depois o Pablito falou com você e não respondeu. Então minha amiga, bora lá uai, pra guerra, continuar sempre… Prepara-te.”
Posicionamento das Autoridades:
- A Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais afirmou que a decisão de adiar a audiência foi tomada para garantir transparência e visibilidade adequada ao processo.
- Marília Carvalho de Melo entregou seu telefone à Polícia Civil para uma perícia do Laboratório de Crimes Cibernéticos, que anexou as mídias ao inquérito.
- O empresário admitiu ser o autor das mensagens e que as enviou com o objetivo de interferir no licenciamento ambiental.
Consequências Legais:
- O delegado Arthur Martins da Costa Benício indiciou João Alberto Paixão Lages por injúria.
- A situação revela tensões relacionadas ao processo de licenciamento ambiental e a pressão exercida por associados da AMF.