Especiais Ronnie Lessa
Ex-policial militar delata conselheiro do TCE-RJ, Domingos Brazão como mandante do assassinato de Marielle Franco
Ele é empresário, ex filiado ao MDB. O acordo ainda precisa ser homologado pelo Superior Tribunal de Justiça, pois Brazão tem foro privilegiado
23/01/2024 12h03
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Folha de Sabará

O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, delatou Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, como um dos mandantes do crime. Domingos Brazão é um empresário do ramo dos postos de gasolina e político brasileiro. Ele é filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

A informação foi confirmada por fontes ligadas à investigação. Lessa, que está preso desde março de 2019, fez um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. 

O acordo ainda precisa ser homologado pelo Superior Tribunal de Justiça, pois Brazão tem foro privilegiado. O caso Marielle Franco chocou o país e gerou uma onda de indignação e protestos. Esperamos que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei.

Suspeitas de vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual pelo Psol, surgem devido a disputas passadas entre Brazão e Freixo, colega de Marielle, e sua atuação na Operação Cadeia Velha.

O Ministério Público retoma a análise de documentos relacionados à milícia em Rio das Pedras, suspeitando de vínculos com a família Brazão e o Escritório do Crime. A família, influente no cenário político do Rio, torna-se foco de investigações sobre o caso Marielle Franco.

O The Intercept Brasil em sua reportagem ressalta que procurou o advogado Márcio Palma, que representa Domingos Brazão. “Ele disse que não ficou sabendo dessa informação. Disse também que tudo que sabe sobre o caso é pelo que acompanha pela imprensa, já que pediu acesso aos autos e foi negado, com a justificativa que Brazão não era investigado”, destaca o site.

“Em entrevistas anteriores com a imprensa, Domingos Brazão sempre negou qualquer participação no crime.”