Morre Quinho do Salgueiro, ícone do samba-enredo carioca
O cantor Quinho do Salgueiro, uma das principais vozes do carnaval das escolas de samba, morreu no fim da noite dessa quarta-feira (3), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (4) pela direção do Acadêmicos do Salgueiro, agremiação que ele defendia desde os anos 1990. Quinho tinha 66 anos e lutava contra um câncer de próstata, que afetou sua voz e o impediu de cantar o samba do Salgueiro no desfile de 2023.
Nascido Melquisedeque Marins Marques, Quinho começou sua carreira no bloco Boi da Freguesia e depois foi para a União da Ilha, onde estreou como intérprete principal em 1988. Mas foi no Salgueiro onde ele se consagrou, cantando sambas históricos como “Peguei um Ita no Norte” em 1993, que tem como refrão: “Explode, coração/ Na maior felicidade/ É lindo o meu Salgueiro/ Contagiando e sacudindo esta cidade”. Quinho também cantou em outras escolas, como São Clemente, Rosas de Ouro, Grande Rio e Vila Maria, e foi fundador da primeira e única equipe brasileira na Fórmula 1, a Copersucar Fittipaldi, junto com seu irmão Emerson Fittipaldi.
Em nota, o Salgueiro prestou uma homenagem ao cantor, que era considerado um membro querido da família salgueirense. “Quinho não apenas cantou para o Salgueiro; ele viveu e respirou cada nota, cada batida do coração acelerado da bateria. Ele personificou o espírito salgueirense, e sua ausência deixa um vazio indescritível. Hoje, não choramos apenas a perda de um grande artista; choramos a partida de um membro querido da nossa família”, diz o texto.
Nossos pensamentos estão com a família e amigos de Quinho do Salgueiro neste momento difícil. Que ele descanse em paz.