A onda de calor que atinge o Brasil é um fenômeno climático raro e extremo, que pode trazer sérios riscos à saúde e ao meio ambiente. Segundo a MetSul Meteorologia, a temperatura pode passar de 46ºC em Minas Gerais na próxima semana, o que seria um recorde histórico para o estado1. Belo Horizonte, que já registrou a maior temperatura desde 1910 com 38,6ºC em setembro, pode chegar perto dos 40ºC2. Outras regiões mineiras também devem sofrer com o calor intenso, que pode ultrapassar os 39ºC no Norte e no Triângulo[3][3].
A onda de calor é causada por um bloqueio atmosférico que impede a chegada de frentes frias ao Brasil, além da influência do El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico, e do aquecimento global. Essa combinação de fatores faz com que o ar fique mais seco e quente, dificultando a dispersão de poluentes e aumentando o risco de incêndios florestais. O Corpo de Bombeiros registrou mais de 13 mil incêndios florestais em Minas Gerais de janeiro a setembro deste ano.
Para enfrentar o calor, é preciso tomar alguns cuidados, como evitar a exposição ao sol nos horários de maior radiação, beber água a cada duas horas, usar roupas leves e consumir alimentos frescos e leves. Alguns estabelecimentos, como o Restaurante Popular de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, adaptaram o cardápio para incluir saladas frias e pratos únicos, como macarronada com molho leve5.
A onda de calor deve permanecer até o início da próxima semana, quando o bloqueio atmosférico deve se enfraquecer e permitir a entrada de uma frente fria no país. O pico da onda de calor em Minas deve acontecer no sábado, quando as temperaturas no Triângulo Mineiro podem chegar a 40°C. No Norte e Noroeste, o calor de 40°C deve chegar no domingo6.