'Ovitrampa': conheça a armadilha que torna mais efetivo o combate ao Aedes aegypti em Sabará
O instrumento mostra a presença do mosquito, principalmente onde estão as fêmeas, já que é um acompanhamento feito pela quantidade de ovos.
07/11/2023 16h39
Por: Glaucia Melo ClarkFonte: Folha de Sabará
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), iniciou, nesta terça-feira (7/10), no Bairro Nossa Senhora de Fátima, a instalação de sete ovitrampas, armadilhas que tem como objetivo melhorar a vigilância da infestação dos mosquitos do gênero do Aedes aegypti, transmissores de arboviroses, como a dengue. A previsão é que até o final de 2024, as ovitrampas sejam instaladas em toda cidade.
Segundo a secretaria, dos 853 municípios do estado de Minas Gerais, Sabará foi um dos 10 escolhidos para a instalação das armadilhas.
Ovitrampas
As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti. Um vaso de planta preto é preenchido com uma mistura de água e levedo de cerveja, que fica parada, atraindo o mosquito. Nele, são inseridas uma palheta de madeira (Eucatex), que facilita a colocação dos ovos da fêmea do Aedes.
Desta forma, os agentes de endemias conseguem observar, de maneira mais rápida e eficiente, a quantidade de mosquitos naquela região e, assim, acelerar as ações de combate ao vetor, sem que o inseto se desenvolva.
A cada semana, a palheta de madeira é substituída, e o material recolhido é enviado para laboratório para contagem dos ovos. Pela quantidade de ovos ou ausência deles, a Prefeitura consegue comprovar se há fêmeas com foco no raio de nove quarteirões da armadilha, gerando gráficos e mapas para aplicação das medidas de controle.