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General americana cita Brasil e diz que China, Rússia, Irã e Hezbollah têm “intenções malignas” na América Latina
Em entrevista no último dia 11, Comandante Militar do Sul dos EUA deu como exemplos o atracamento de navios iranianos no Rio e a visita de Sergey Lavrov a Brasília.
17/10/2023 11h38
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Folha de Sabará

Em uma participação no evento "Latin America’s China Challenge" [O Desafio da China na América Latina], a general do Comando Militar do Sul dos EUA, Laura Richardson, citou "vários acontecimentos" relacionados aos "concorrentes estratégicos dos EUA" que, segundo ela, estariam aumentando a influência da China, Rússia, Irã e até mesmo do grupo Hezbollah na América Latina e, em alguns casos, no Brasil em específico. A declaração ocorreu no dia 11 deste mês.

"Tivemos vários acontecimentos, não é só o que a China está fazendo. É o que a Rússia está fazendo no continente, com o ministro das Relações Exteriores [Sergei Lavrov] fazendo uma viagem para a região na primavera, indo a Cuba, Nicarágua, Venezuela, e depois também indo ao Brasil para reuniões; o presidente iraniano vindo ao continente em junho; as atividades do Hezbollah, obviamente, nossa preocupação com a diáspora na América Latina...", citou a general, que já atuou no Pentágono.

Richardson citou também o caso dos navios de guerra iranianos que atracaram no Rio de Janeiro, mesmo após os EUA pressionarem para que isso não fosse permitido pelo governo brasileiro. "Nós tivemos os navios de guerra iranianos fazendo uma turnê global, eles vieram pelo Pacífico para o hemisfério Sul e tentaram fazer escalas em várias cidades, elas foram negadas e a fragata acabou fazendo uma escala no Rio…", disse ela.

A general mencionou que os países e grupos citados possuem "intenções malignas" em suas ações na América Latina: "Tivemos um navio de guerra russo na região e no hemisfério, então estamos vendo uma tendência de aumento das ações na região também por parte de nossos concorrentes estratégicos. E, novamente, é muito preocupante, porque acho que a região está insegura e instável, e nós podemos fazer melhor neste momento vulnerável para mantermos fora concorrentes estratégicos que têm intenções malignas".  General americana cita Brasil e diz que China, Rússia, Irã e Hezbollah têm “intenções malignas” na América Latina.